INTRODUÇÃO
Acordar em uma fazenda é sem dúvida uma experiência aconchegante, relaxante e acima de tudo bela. Nada se compara com o clima gostoso que existe no campo. Os passarinhos são os primeiros a anunciar que uma nova manhã chegou, e juntamente com ela todo o espetáculo da alvorada. Antes mesmo dos primeiros raios de sol despontarem no céu já se ouve o mugir do gado sendo preparado para a ordenha. Sente-se o cheiro fascinante de uma broa de fubá assando no forno, e do confortante cafezinho torrado e moído na própria fazenda sendo coado. Na mesa uma farta refeição com muito queijo, leite, pão de queijo, bolo de cenoura, goiabada, sucos e frutas. O desjejum vem acompanhado de uma sinfonia entoada por bem-te-vis, sabiás e canarinhos da terra.
Hoje a tumultuada realidade vivida nos aglomerados urbanos, contribuiu para que houvesse uma baixa considerável da qualidade de vida dos homens. Perdeu-se o ar puro, a liberdade, o verde, a água. As conquistas adquiridas pelo mundo capitalizado deixaram escapar o que há de mais prazeroso na vida: a tranqüilidade. As propriedades rurais, fazendas, sítios e chácaras, representam o inverso do estilo de vida dos grandes centros urbanos. Simbolizam uma forma de existência que foge do cotidiano das cidades, despertando o interesse de cidadãos comuns de realizarem um contato profundo com a terra, aproximando-se da natureza e do ser.
A assimilação do espaço rural como um local de descanso e lazer proporcionou o surgimento de um turismo genuíno, diferente dos praticados por grandes massas, promovido em um ambiente familiar, aconchegante e relaxante. Este turismo tem como enfoque principal a valorização deste universo rústico, sua memória, culinária, tradições, promovendo uma interação do homem com o meio ambiente e a revitalização do espaço.
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