Os campos rupestres, também conhecidos como campos de altitude, são formações que ocorrem exclusivamente no alto de algumas serras brasileiras, situadas numa altitude média acima de 900 m. São em geral, campos abertos e atravessados por inúmeros riachos e rios permanentes; as temperaturas neste ecossistema são extremas no inverno, às vezes abaixo de 0°C. A maior parte dos campos rupestres está localizado em Minas Gerais (Parque Nacional da Serra do Cipó e no Parque Natural do Caraça), na Bahia (Serra de Jacobina, na Chapada da Diamantina) e em Goiás (Chapada dos Veadeiros e Serra do Pirineus).
O solo é pedregoso, possui baixa capacidade de retenção de água e as formações rochosas são muito comuns, crescendo a maior parte das plantas nas pequenas frestas eroditas. Como após as chuvas as águas escoam rapidamente por sobre as rochas, não há formação de lençol freático. O ambiente portanto é seco, e as plantas desenvolveram adaptações diversas para resolver o problema da falta de água. A biodiversidade deste ecossistema é grande, variando inclusive de uma região para outra. As plantas são quase todas rasteiras, encontrando-se, arbustos baixos.
As raras árvores não passam dos 2 m de altura. Diversos tipos de Líquens, Orquídeas e Sempre-vivas são encontradas na região, além de inúmeras outras plantas de grande valor ornamental, como o Paepalanthus, por exemplo. A fauna dos campos rupestres é rica em espécies de anfíbios, répteis, aves e pequenos mamíferos, além de uma infinidade de insetos.
Fonte: Atlas Climatológico do Brasil - Ministério da Agricultura, Era Verde? - Ecossistemas brasileiros ameaçados - Zysman Neiman - 18ª edição - Atual Editora