HISTÓRIA DO TURISMO

IMPÉRIOS ANTIGOS



EGITO | SUMÉRIOS | FENÍCIOS | GREGOS | PERSAS | ROMANOS E A IDADE MÉDIA

.:. EGITO

Pirâmides de Quefrén, Queóps e Miquerinos - Egito - www.khanelkhalili.com.br

A história do Egito se inicia com a união das populações do vale do rio Nilo, originando a formação de 2 reinos: Alto Egito – Terra do Sul e Baixo Egito – Terra do Norte. Por volta de 3200 a.c., ocorreu a unificação destes povos que passou a estar submetido a autoridade de um Faraó – Hórus, filho de Rá. A partir desta junção, o Egito passa a ser dividido em 3 períodos. O Antigo Império perdurou até 2052 a.c. e representa, para o turismo, a construção das pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos, no planalto de Gizé. A decadência deste império está relacionada com o crescente poder dos proprietários de terra que muitas vezes desafiavam o Faraó.

O Médio Império teve início em 2052 a.c. e se deu a partir da restauração do poder faraônico e a unidade do estado. Este período foi marcado pela expansão territorial e pelo início das viagens comerciais com os fenícios, sírios e cretenses, promovendo assim um intercâmbio cultural entre essas nações. A economia dos egípcios se baseava, além da pesca e da pecuária, com a venda de artesanatos, tais como, joalheria, tecelagem, vidraçaria e marcenaria. Houve na arquitetura, a construção de templos religiosos, tumbas e túmulos de pedras, que fazem parte do acervo histórico-cultural egípcio e atualmente atraem pessoas do mundo inteiro. O Médio Império sofreu uma brusca interrupção por volta de 1570 a.c. com a invasão dos hicsos – povo nômade da Ásia. O Novo Império resultou de um processo de união do Egíto contra estes povos.


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.:. SUMÉRIOS

Mapa da Mesopotâmia - www.genflor.com

Os Sumérios contribuíram bastante para o comércio, pois inventaram a moeda, a escrita e a roda e são considerados por alguns como os criadores das viagens. A partir destes povos, que se desenvolveram por volta de 4000 a.c., os homens poderiam pagar com dinheiro ou mercadoria, pelo transporte e pela acomodação. Geograficamente, os Sumérios, Acádios, Assírios e Babilônios, se localizavam na região da Mesopotâmia que é uma passagem natural entre o Mediterrâneo e a Ásia, diferente do Egito que é isolado e protegido pelo deserto do Saara. Este fato influenciou na duração e no número de invasões por parte dos povos interessados na região do crescente fértil, entre os rios Tigre e Eufrates.

Por volta de 612 a.c. os Assírios derrotaram os Caldeus e fundaram o segundo império babilônico no norte da Mesopotâmia (atual Iraque) o que representou um grande desenvolvimento arquitetônico pelas muralhas das cidades, os palácios e os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das 7 maravilhas do mundo.


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.:. FENÍCIOS

Os fenícios realizaram grandes viagens internacionais, inclusive precedendo os gregos na descoberta do mundo mediterrâneo. Não existem muitos relatos destas viagens, mas sabe-se, através de périplos ou diários de bordo, que este povo navegou na península Ibérica, Inglaterra, mar do Norte e também realizaram viagens em torno da África, o que acabou estabelecendo importantes roteiros medievais. Os fenícios inventaram o alfabeto (mais fácil que a escrita cuneiforme). Era composto de 22 sinais que correspondiam às consoantes e que mais tarde foi aperfeiçoado por outros povos.

A região da Fenícia, ao norte da Palestina nas margens do mediterrâneo, era rica em cedro, madeira utilizada para construir barcos. Sua população possuía grandes conhecimentos da astronomia. Os gregos se beneficiaram da experiência naval e comercial dos fenícios ao colonizá-los e aos poucos foram adquirindo controle do Mediterrâneo Ocidental.


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.:. GREGOS

Olímpia - Grécia - www.bruceholmestravel.com

O povo grego foi uma das culturas mais voltadas a viagens, ora visitando seus santuários, ora celebrando competições atléticas ora comercializando, inclusive com os chineses onde tiveram contato com a bússola e a pólvora, o que influenciou posteriormente aos europeus conquistarem a América. O mar mediterrâneo desempenhava um papel importante nas viagens para a Grécia. A maioria das cidades-estado gregas foram fundadas ao longo da costa e estabeleciam importantes rotas comerciais. As viagens por meio de estradas, ligando as cidades interioranas aos portos eram bastante cansativas, feitas na maioria das vezes por animais e escravos, que transportavam pertences e suprimentos. Surgiam assim hospedarias muito precárias ao longo destas estradas e nos portos.

Para muitos estudiosos, a 1ª fase da História do Turismo inicia-se a partir deste momento. Os gregos davam muita atenção aos lugares sagrados, principalmente aos grandes festivais. O mais antigo e importante eram os jogos olímpicos que aconteciam a cada quatro anos em homenagem a Zeus, em Olímpia.

Heródoto, famoso grego viajante, um dos primeiros turistas do mundo - www.ed-dolmen.com

Segundo uma lenda da época, todos os forasteiros eram muito bem recebido e instalado pelos gregos, porque qualquer um deles poderiam ser Zeus (Deus grego máximo) que participava de todos os jogos sem se identificar. Atualmente os jogos olímpicos representam um grande impulso ao desenvolvimento turístico mundial.

Existia em cada cidade-estado grega uma moeda própria e não uma moeda única o que de certa forma poderia representar um limite à troca comercial entre os viajantes. Porém havia sempre pessoas dispostas a realizar a troca de moedas e facilitar as transações comerciais entre os viajantes, o que acabou originando as primeiras casas de câmbio gregas.

O teatro foi uma das principais expressões da arte deste povo. Sua origem está relacionada às festas Dionisíacas em homenagem a Dionísio, deus do vinho e eram representadas por danças, poesias, músicas e etc. Os dois gêneros clássicos do teatro grego foram à tragédia, como As Troianas de Eurípedes (480-406 a.c.) e a comédia representadas pelas obras As Vespas; e A Paz , de Aristófanes (445 – 385 a.c.).


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.:. PERSAS

Dárico de ouro - Primeira unidade monetária internacional - www.culturaclasica.com

Na região do Irã originou-se uma das maiores potências do mundo antigo, o Império Persa (550 a.c.) que se estendeu do litoral asiático do mediterrâneo até as fronteiras com o Egito e para governar dominós tão extensos, Dario I estabeleceu uma ampla organização político-administrativa (informações, tributos, fiscalizações, pavimentações e etc), além da criação do dárico , moeda de Ouro que representou a primeira unidade monetária internacional.


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.:. ROMANOS E A IDADE MÉDIA

Riviera - www.ruemmele.com

Desde a fundação de Roma no séc. VIII a.c. até o fim do império romano (476 d.c.) ocorreram várias disputas por territórios, em função de sua estratégia expansionista. A partir do século 30 a.c. até a queda do estado imperial, sob orientação do Imperador Augusto Otávio, foi abandonada a política de conquistas de terras e reformulada a administração pública romana. Isto proporcionou, um período de tranqüilidade conhecido como pax romana ou paz romana e se estendeu pelos dois primeiros séculos da era cristã. Segundo alguns escritores, a primeira cultura a produzir turismo de massa com o intuito de lazer, diversão e prazer foi o Império Romano. Existia em Roma, um padrão amplo de viagens para a elite, objetivando o prazer e a cultura.

Foi desenvolvida, neste período, uma infra-estrutura de viagens que possibilitava viajar seguramente e por mais de 150 km num único dia, através de pontes e estradas. O destino mais popular era a Riviera Italiana, a aproximadamente 200 Km de Roma. Com o fim do Império Romano, no séc. V, inicia-se a Idade Média ou Idade das Trevas, o que coloca em risco as viagens de lazer e turismo na Europa. Poucas pessoas se arriscavam a viajar neste período. Haviam vários assaltantes de estradas o que obrigava as pessoas a transitarem em grupos. Aos poucos surgiam as cidades feudais e importantes festas religiosas, conseguindo atrair peregrinos de diversos pontos do país. Em função destas festas, chegavam mercadores o que acabou originando as feiras.

Uma característica marcante desta sociedade era o nomadismo que repercutiu em viagens de aventuras retratadas na literatura da época. Outro fato de destaque foi às cruzadas, que expulsaram os mulçumanos da península ibérica. A Europa medieval possuía uma grande quantidade de santuários e um número crescente de peregrinos que se dirigiam à Terra Santa, a Roma, a Jerusalém, Santiago de Compostela, a Canterbury, sendo considerados os locais mais visitados.

O período das grandes descobertas no renascimento rompeu os horizontes estreitos das comunidades medievais e a inquietação do homem renascentista. As viagens de Marco Pólo, por exemplo, representaram um novo contato do homem europeu com a China e até a descoberta de uma rota para a Índia . Com o surgimento da Idade Moderna, aparecia uma dupla vertente das viagens. Primeiramente tinha um sentido expansionista com a ampliação dos territórios para além-mar e num segundo momento ocorreu um enriquecimento cultural através do Grand Tour das classes privilegiadas, a precursora do turismo.


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