Com a Reforma Protestante, no século XVI, iniciou-se uma mudança na mentalidade do homem, gerando um grande interesse em conhecer o mundo que o cercava. Todos os tipos de estudos sobre a terra que acabava de florescer eram explorados. Os filhos dos nobres, burgueses e comerciantes ingleses deveriam completar os conhecimentos culturais em países com uma maior fonte cultural completando assim um status intelectual que a sociedade da Idade Moderna impunha.
O Grand Tour começou no século XVI, atingindo o auge no século XVIII. Era restrito principalmente aos filhos de famílias ricas, com propósitos educacionais, sobretudo de jovens saídos de Oxford ou de Cambridge. Esses deveriam percorrer o mundo, ver como ele era governado e se preparar para ser um membro da classe dominante. Muitas vezes a rainha arcava com os gastos da viagem (Feifer, 1986:64). Por volta da metade do século XVIII, o Grand Tour tornou-se comum entre as elites britânicas, reunindo ao mesmo tempo prazer e instrução.
O caráter da própria excursão modificou-se, e do “Grand Tour clássico”, com base em observações e registro de galerias, museus e artefatos altamente culturais, passou-se para o “Grand Tour Romântico”, que visava a valorização das paisagens. O Grand Tour era restrito aos homens que tinham normalmente 25 anos. Muito raramente as mulheres viajavam. Existiam 2 estágios; onde o primeiro era realizado na costa britânica e servia como uma espécie de treinamento para uma empreitada mais longa; por isto a língua não era o empecilho. Depois as viagens duravam de 6 meses a 2 anos.
A partir daí as viagens foram se popularizando e originando as casas de hóspedes, pousadas e alojamentos. Essa mania foi se estendendo ao longo do tempo e ainda hoje é muito comum entre os europeus. Vale a pena destacar também o papel da imprensa nessa época, quando produziram os primeiros textos sobre as viagens. Sendo distribuídas em todos os locais da Europa. Essas primeiras publicações serviam para despertar o interesse de viajar nas pessoas.