Escolha uma das piadas dessa seção e divirta-se
Caçador de onça
Por um cadim de terra
Mineiro nauseado
Ocê me dava uma?
Caipira no dentista
Metade da metade
R$ 100 de terra
Zona boêmia
Um prato de comida
Manhuaçu
Mineirinho xingando torcedor de várzea
Mineiro espeto aceita aposta
O fazendeiro estava pagando R$ 300 para quem conseguisse pegar a onça que estava comendo os bezerros da fazenda. Apresentou-se o compadre, pobre, necessitado, e foi se oferecendo pro serviço. Magrinho, pés no chão, chapéu e cigarro de palha, lá foi ele mata adentro, levando na mão a foice de roçar, e na cintura a garrucha de dois canos. Certa hora deu de cara com a pintada. Estava muito perto para que ele pudesse planejar o ataque. Quando a “marvada” partiu em sua direção, largou de seus apetrechos e danou-se a correr. E a onça atrás... O fazendeiro estava sentado na varanda aguardando o cair da tarde, quando vê o “cumpadre” chegar correndo sendo perseguido pelo felino. Por sorte, na hora que a onça dá o bote, ele tropeça numa pedra e cai. A onça voou por cima e caiu no terreiro, bem em frente à porta do fazendeiro. Aí o mineirinho caçador de onça gritou:
- Sigura essa aí, “cumpadre”, que eu vô buscá mais outra!
O sonho do caipira era comprar um sitio. Trabalhou de meia com todos os fazendeiros da região, e a cada um pedia que pudesse ajudá-lo. Mas ninguém tava nem aí para seu sonho. Quando faltava um quase nada para completar o dinheiro de comprar umas terrinhas lá no final do mundo, percorreu o povoado inteirinho pedindo um empréstimo. Da igreja até a farmácia, passando pela padaria, e ninguém ajudou. Por fim conseguiu com o dono das terras um prazo pra depois da primeira colheita para acabar de pagar. E lá foi ele sozinho para o meio do matagal, e começou a trabalhar. Capinou, matou cobra venenosa, arou, construiu um galinheiro, um pomar, fez uma horta e uma casinha de dar inveja aos seus vizinhos. A fama de seu progresso logo chegou no povoado. Um dia, o padre resolveu aparecer por lá para pedir um donativo para a igreja, e querendo uma abertura pra fazer o pedido, comentou:
- Que belo trabalho vocês fizeram aqui, meu filho! - Ocês?!?!?!?!?!?!?! - Sim, meu filho. Você e Deus!
- Ahhh, sô padre! Mas o senhor percisava de vê como é que tava isso aqui na época em que Ele cuidava sozinho, sô!
Certa vez viajava um mineirinho ao lado de um sujeito fortão em um ônibus no interior de Minas. Enquanto o fortão dormia, o ônibus fez uma parada e o mineirinho tratou de reforçar o bucho com coxinhas e pastéis, daqueles bem engordurados, que se encontram nos restaurantes de beira de estrada não indicados pelo Desvendar.com, além de rebater com uma pinga das brabas. Retornou ao ônibus e lá foram estrada afora, com um calor de 40 graus e mil sacolejos, e o fortão roncando pesado! Não demorou e começou a fermentação. Daí a instantes deu aquela vontade de vomitar! Mal teve tempo de abrir a janela, e passando o corpo por cima do fortão que se encontrava na poltrona lateral deu “aquela” vomitada que foi imediatamente jogada de volta pelo vento no peito do citado cidadão, que após algumas resmungadas continuou a dormir. Passados alguns minutos, cheiro enjoativo do vômito, o tal acordou e imediatamente perguntou, olhando enfurecido para o mineirinho:
- Quem fez isso? Incontinente, o mineirinho respondeu, dando pequenos tapinhas nos ombros:
- Tá melhorzinho agora, filho??????? Ocê passou mal quando o ônibus passou nas curvas e vomitou!!!!!!
O capiau, muito do pão-duro, recebe a visita de um amigo. Depois de muita pinga com rosca, os dois já meio altos, o amigo pergunta:
- Ô cumpadre, se ocê tivesse seis fazendas, ocê me dava uma?
- Claro, uai! respondeu o mineiro.
- E se ocê tivesse seis automóveis, ocê me dava um, cumpadre?
- Claro que sim!
- E se ocê tivesse seis camisas, cumpadre, ocê dava uma pra mim?
- Dava não, cumpadre!
- Uai, cumpadre, e causde que se num me dava?!
- Causde que seis camisas eu tenho, cumpadre!
O caipira vai ao dentista:
- Dotô, quanto custa pra arrancá um dente?
- São cem Reais!
- Credo em cruz! Creio em Deus pai! Cem rear? Só pra arrancá um dente?
- Exatamente! O caipira virou-se para ir embora, mas logo voltou:
- E se for só pro senhor deixá ele meio bambo?
Mineirinho chegou no Rio e tinha que ir ao médico. Aí, quando disseram o preço da consulta, ele quase caiu da cadeira.
- Como é que eu vou fazer?
O compadre, que já morava no Rio há mais tempo, falou para ele que conhecia um médico que cobrava a metade dos outros. E com uma vantagem: na segunda vez que o cliente voltava lá, ele aí cobrava a metade da metade. Mineirinho não teve dúvida. Foi a este médico. E foi chegando e dizendo:
- Bom dia, doutor. Sou eu, de novo!
Um espertalhão da cidade, achando que o matuto não conhece o valor real de seu sítio, tenta lhe passar a perna:
- Estou interessado em comprar R$ 100 de sua terra!
- Que bão! responde o caipira.
- Traiz aí seu carrinho de mão que eu encho pro sinhô...
O caipira chega na cidade louco pra encontrar a zona boêmia. Vai pensando a quem poderia pedir este tipo de informação sem causar um escândalo. De noite, rua vazia... ninguém para perguntar. Nisso encontra com um padre e pergunta:
- Bença, padre! Onde é que fica a igreja?
- Fica a duas quadras daqui, meu filho.
- Nossa, padre! Pertinho da zona!
- Não, meu filho! A zona fica ali do outro lado...
E lá no ermo, o caboclo viaja o dia inteiro e chega à noitinha no sítio do compadre, onde vai se hospedar. Quando chega, o compadre já havia jantado, que é costume do pessoal da roça jantar bem cedo. O caboclo, sem comer o dia todo, chega morrendo de fome, e nada do compadre lhe oferecer comida. Pedir ele não vai, não fica bem. Os dois "garram" numa prosa, conversam de tudo, mas nem sinal do compadre falar em jantar. Nove da noite, o dono da casa já está virando os olhos de sono, que esse horário pra um caboclo já é madrugada, e o visitante vai puxando assunto, na esperança do compadre lhe oferecer alguma coisa. Um com sono, louco pra ir dormir, o outro, azul de fome, sonhando em comer. O anfitrião, com muita diplomacia, toma a iniciativa:
- O cumpádi qué lavá os pé pra durmí?
- É bão, né cumpádi... mai... será que num faiz mal lavá os pé de barriga vazia?...
Um mineiro encontrou o outro na rodoviária da capital, e perguntou:
- Onde é que ocê vai, cumpadre?
- Eu vou pra Manhuaçu. Respondeu o outro.
- Boa viagem. Disse o primeiro mineiro, e foi saindo.
E foi saindo e dizendo pra si mesmo:
- O cumpadre pensa que me engana. Ele tá dizendo que vai pra Manhuaçu pra eu pensar que ela vai pra Manhumirim. Mas ele vai é pra Manhuaçu mesmo.
O time de várzea da capital vai jogar uma partida de futebol contra o time do povoado do interior de Minas. Três ônibus de torcida, fora os jogadores. Sem arquibancada, todo mundo em cima do barranco na beira do campo. À medida que o jogo vai esquentando, o clima também. Após uma jogada mais violenta na lateral do campo o atleta visitante escuta o mineirinho gritando “fio de uma puta!”. Com a cabeça quente, resolve partir pra cima do mineirinho. Cata o sujeito pelo colarinho e diz:
- Ô, meu...Escutei muito bem quando você xingou...Tava falando de mim, tava?
E o mineirinho, já suspenso no ar pelo brutamontes:
- Que isso, compadre? Falei com vosmicê não!
- Falou sim que eu ouvi, grita o homenzarrão. Falei não. Por um acaso vosmicê pensa qui é o único fio da puta que há no mundo?!!!
O caipira pega um ônibus na capital pra ir para São Paulo. Senta-se ao seu lado um senhor que logo se apresenta e começa a conversar. O caipira é homem de poucas palavras, mas não consegue se desvencilhar de seu vizinho de viagem. Depois de meia hora e muito caso contado, o homem propõe:
- A viagem vai ser longa, o senhor por acaso não que passar o tempo com um joguinho bem simples?
- Pode ser, respondeu o caipira.
- Façamos assim: Você me faz uma pergunta e se eu não souber responder, dou-lhe R$ 10,00. A seguir eu te faço uma. Se você não souber a resposta, você me paga R$ 10,00. Concorda?
- Nem!!!, respondeu o mineiro. O sinhô é mais letrado qui eu. Eu num quero fazê esse jogo não sinhô.
- Então vamos fazer o seguinte. Eu pago R$ 50,00 cada pergunta que eu errar, e você paga R$ 5,00 cada uma que você errar.
- Intão tá bom, respondeu já mais animado o caipira.
- Eu começo, disse o senhor culto.
- Diga-me o nome do escritor Brasileiro que escreveu Casmurro?
- Sei não, doutô.
- Me dê R$ 5,00. A resposta é Machado de Assis. Agora me faça uma pergunta.
- Qual é o animal que sobe escada, sabe nadar, sobe em árvores e anda de cabeça para baixo?
O homem pensou, pensou, e por fim reconheceu:
- Essa eu não sei... respondeu, passando a nota de R$ 50,00 para o caipira, super curioso para saber a resposta. O caipira recebe o dinheiro, guarda na carteira, e continua calado.
- Mas me diga, que animal é esse?
- Também num sei não, moço. Tome aqui seus outros R$ 5,00.