Escolha uma das piadas dessa seção e divirta-se
Namorico entre Zé e Maria
Pintinho
Minha primeira vez
Ressenseamento
O preservativo
O casal caipira no hospital
À espera do trem
Cheio de pulgas
Cruzamento entre o touro e a vaca
A arrumadeira e a camisinha
É pelo cheiro
Ói que eu te furo os óio
Com uma mão na frente e outra atrás
Tudo ispricadim, direitim...
Lá no fundo do sertão, o casalzinho namorava sentadinho no banco, na pracinha da igreja. No céu, uma lua linda, os dois, sem assunto, sentados ali, um ao lado do outro, caladinhos. De repente, o Zé vira pra Maria e fala:
- No que que ocê está pensando, Maria?
- No mesmo que ocê, Zé.
E o Zé, com um sorriso maroto:
- Ocê é indecente, hem!
Cansado das moças da cidade que sabiam tudo sobre sexo, o moço resolve andar pelo interior, prá ver se encontrava moça pura, daquelas de casar. Nas andanças pela roça, encontra a Lindalva, caipirinha ingênua, quase chegando a ser bobinha. Para testar seus conhecimentos sobre sexo, na primeira oportunidade que teve, apresentou seu órgão sexual para ela e perguntou o que era aquilo:
- É pintinho, respondeu ela.
Naquele momento, ele se decidiu. Encontrara o modelo de pureza que buscava. Inocente como ela só... Em dois meses se casaram e na noite de núpcias, o moço resolve explicar as coisas sobre sexo para a jovem esposa. Para começar, botou o negócio pra fora e repetiu a pergunta de dois meses atrás.
- Isso é pintinho, repetiu Lindalva!
Feliz, ele diz:
- Querida, agora que somos casados você não precisa mais chamar isto de pintinho. O nome dele é Pênis!. O pessoal costuma também chamar de cacete.
- É nada, marido. Isto aí é pintinho mermo! Cacete é o do primo Janjão! Ocê pricisa di vê!
O filho do mineirinho que estudava na cidade grande leva um amigo pra passar o fim de semana na roça onde nasceu e conta, todo saudoso:
- Tá vendo? Foi naquela casinha que eu nasci!
- Neste pomar aprendi as coisas da vida. Foi embaixo daquela árvore, daquela mangueira enorme que transei pela primeira vez. Êta trem danado de bom!
- Me lembro como se fosse hoje!
- E você lembra o que foi que ela disse?
- Béééééééé!!!
Dez anos depois, a moça do senso voltou àquele povoadozinho do interior das Minas Gerais e constatou que a população não tinha nem aumentado nem diminuído.
- Caramba! Como isso pode acontecer? perguntou ao mineirinho.
- É fárcil, dona. Cada vez que nasce um bebê por essas bandas, foge um marmanjo prá cidade.
O caipira entra no consultório médico, com a esposa e 9 crianças à tira-colo, querendo saber um jeito de não ter mais nenhum filho.
- O senhor usa preservativos? Pergunta o médico.
- Preservativo? Qui negócio é esse, Dotô?
Muito prestativo, o médico explicou o que era e até deu algumas camisinhas para o caipira, que saiu de lá feliz da vida. Seis meses depois, ele volta ao consultório com a esposa grávida, reclamando:
- Seu Dotô! O seu remédio é uma porcaria! Nóis já vamo tê otra criança...
- Mas o senhor usou os preservativos? perguntou o médico, preocupado.
- Craro que sim, sô dotô... Eu usava todo santo dia! Só tirava pra uriná e pra namorá com a Maricotinha!
O caipira leva a mulher ao hospital. A médica começa a examiná-la:
- Huuummm... A sua mulher não está com uma aparência muito boa. Muito magra, barriga inchada, olhos fundos, pele escamosa... O caipira começa a ficar incomodado com a situação.
- lábios murchos, rosto sem cor...
E o caipira:
- Óia, dona, se a senhora se olhá no espeio, vai ver que também num é lá essas coisas não, viu?!
A mulher estava na estação ferroviária, doida para descarregar a bexiga. Olha para o relógio a todo instante e, pela hora, o trem já deveria ter chegado na plataforma há pelo menos meia hora. Ela se contorce daqui, se contorce dali, até que não agüentando mais vai ao banheiro. Banheiro de mulher, mesmo em estação do interior é aquela fila. Quando finalmente chega sua vez e começa a se aliviar, ouve o trem chegar. Atrasado, mal chegou e o trem já partiu. Quando voltou e constatou a partida do trem, se desespera:
- Oh, não! fez ela, sentando-se no chão e derramando-se em lágrimas. Nisto o mineiro, solidário, aproximou-se dela:
- Ô, Dona! Caus de que esta choradera?
- É que eu fui fazer xixi e o meu trem partiu! explicou ela.
- Uai, dona, mais a sinhora já num nasceu com o trem partido não???
O patrão dá uma bronca no caseiro, caipira do interior de Minas Gerais:
- Olha, seu José, não deixe a sua cadela entrar novamente na minha casa! Ela está cheia de pulgas! No mesmo instante o caseiro vira-se para a sua cadelinha:
- Teimosa, vê se não entra mais na casa do patrão! Lá tá cheio de pulgas!
O caipira leva a sua vaca para cruzar com o touro da vizinha. Depois de ajudá-los no que podiam, os dois ficam ali, pendurados na cerca, olhando os animais transarem. Aí o caipira muito do malandro, olha com malícia para a vizinha e comenta:
- Cumadre, eu tô doidinho pra fazer aquilo que o seu touro tá fazendo na minha vaca! E ela:
- Entonces vai lá, cumpadre! A vaca não é sua?
A caipira trabalha de arrumadeira pra uma dona, tipo classe média, na capital. Um dia, encontra debaixo da cama da patroa uma camisinha usada. Encafifada, pega com a pontinha dos dedos e pergunta para a dona da casa:
- O que é isso, patroa?!
- Ah, isso é resultado de uma noite de amor. De onde você vem, as pessoas não fazem amor?
- Bão, fazê nóis faiz! Mai nóis num dexa caí a pele,não!!
A filha do fazendeiro, uma gata estilo country, fica toda entusiasmada com o novo capataz da fazenda, um vaqueiro bonitão, musculoso e queimado de sol, mas bem caipirão. Com a desculpa de dar uma vistoria pela propriedade, ela o convida para um passeio. Ao passarem por um cavalo e por uma égua, que transavam despreocupadamente, a moça (que também era uma bela potranca) aproveita para se insinuar:
- Como será que o cavalo sabe que a égua quer fazer amor?
- É pelo cheiro... responde o caubói.
Mais para a frente, passam por uma vaca que está sendo coberta por um touro. Ela insiste:
- E o touro, como percebe que a vaca está a fim?
- Também é pelo cheiro... E a coisa se repete por todo o passeio. A bicharada fazendo a festa, a moça dando a maior bandeira. E o cara, nada... Ao voltarem, o pai pergunta:
- E aí, minha filha? Como foi o passeio?
- Foi legal, pai. Mas é melhor o senhor dar uma licença pro novo capataz. Com certeza ele está resfriado...
Depois de meses tomando coragem, o João finalmente convida a Mariazinha pra sair. Os dois caminham lado a lado pela pracinha, calados, sem dizer uma palavra. Depois de muito tempo, sentam juntos na murada de um jardim e permanecem em silêncio. Não vem nada na cabeça do João. Nem um assunto pra puxar uma conversa. Ficam só naquela: um olha pro outro, sorriem encabulados, baixam novamente o olhar, disfarçando a vergonha. Estão ali, sentados há horas, sem dizer palavra. A Mariazinha passa a mão pela relva rasteira do jardim e, de repente, toma a iniciativa: arranca um pedacinho da grama e, segurando-o entre os dedos, aponta para o rosto do João, dizendo:
- Ói que eu te furo os óio... E ele, prontamente: - Ói que eu te relo na grama!...
A filha mais velha vai embora de casa, no interior, para tentar a sorte na cidade. Depois de muito tempo, volta para visitar a família, em um carro último tipo, com casaco de vison, colar de pérolas, na maior finura. O pai se espanta:
- Minha filha, ocê saiu daqui c'uma mão na frente e outra atrais. Cumé que ocê conseguiu tudo isso?
- Eu tirei a mão da frente, uai!
Mineirim no leito de morte decidiu ter uma conversa definitiva com a sua companheira de toda a vida sobre a fidelidade:
- Muié, pode falá sem medo... já vô morrê mess e prifiro sabê tudim direitim... Ocê arguma veiz traiu eu?
- Ô Zé, num fala dessas coisa que eu tenho vergonha...
- Pode falá muié....
- Quero não...
- Fala muié, disimbucha...
- Mió dexá pra lá, Zé.
- Vai, conta...
- Queto Zé, morre em paz...
Depois de muita insistência:
- Tá bão Zé, vou contá, mais nu mi responsabilizo...
- Pode contá.
Ói Zé, traí sim, mas foi só trêis veiz.
- Intão conta sô! Trêis veiz nessa vida toda inté qui num foi muito!
- A premera foi quando ocê foi dimitido daqueli imprego qui ce brigou cum o chefe.
- Ué, mas eu fui adimitido dinovo logo dispôis, uai.
- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum ele, e acabô acuntecendo o tar fato, daí ele ti contratô di vorta.
- Ah, muié, cê foi muito boa cumigo...essa traição num dá nem pra leva em conta, foi pela necessidade da nossa famía...cê tá perdoada.
E a segunda?
- Lembra quando cê foi preso pru modi daquele furdunço que cê prontô na venda?
- Lembro muié, mas num fiquei nem mei dia na cadeia.
- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum o sô delegado e acabô se dando o tar fato, di modi que ele logo ti sortô.
- Ê muié, isso nem conta também não, a carsa foi justa...imagina ficá preso lá um tempão. Ocê nem me traiu, foi pela nossa famía e pela minha liberdade, uai. E a úrtima?
- Pois é, Zé. Lembra quando cê candidatô pra vereadô?
- Lembro, muié... Ninguém querditava, e quasi qui fui eleito. Eu tive 1752 voto!
- Pois é Zé...eu fui lá cunversá cum os eleitô, e...