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FESTAS CULTURAIS DE MINAS GERAIS



EXPOSIÇÃO DO CAVALO



O cavalo vindo da Europa não conseguiu cumprir plenamente sua finalidade no Brasil, que seria a de percorrer grandes distâncias e, no caso de Minas Gerais, enfrentar a topografia irregular do terreno. Os animais resistentes para estas funções foram o burro e a mula, largamente utilizados pelos mascates que traziam mercadorias dos portos do Rio de Janeiro e Salvador para abastecerem as áreas da mineração.

Este tipo de transporte de mercadorias realizado através das tropas de burro, foi de grande importância social e teve grandes implicações folclóricas. Além disso, muitas de nossas estradas resultam das trilhas abertas pelos tropeiros, em decorrência dessas idas e vindas. O desempenho desses animais é importante nas fazendas, que ainda usam o trabalho e a tração animal, do burro e da mula, na charrete e no arado. O cavalo, mais fino e de porte altivo, é mais utilizado para o trabalho de transporte, por ser menos eficiente nos serviços mais pesados.

As mais importantes manifestações do cavalo nas festas populares são nas Cavalhadas e nas Cavalgadas. Estas são cortejos de cavaleiros desfilando em homenagem a algum santo ou para chamar a atenção para as qualidades dos animais. Também para apresentar somente um desfile de cavaleiros. É inegável que a expansão do Ecoturismo vem trazendo adeptos para essa modalidade de lazer, que utiliza o cavalo como uma demonstração de integração do homem com o animal e com a natureza.

A exposição do cavalo surgiu da necessidade dos criadores exibirem seus animais para troca de informações e favorecimento de negócios de compra e venda, como nos leilões, atraindo pessoas de várias regiões do Brasil. Entre os eqüinos, destacam-se três raças mineiras:

CAMPOLINA: O nome provém do sobrenome do responsável pela formação da raça, Cassiano Antônio da Silva Campolina, que começou a desenvolvê-la em 1870, na Fazenda do Tanque, em Entre-Rios de Minas.

A origem deu-se a partir do cruzamento de uma égua preta nacional, com um puro reprodutor andaluz tordilho, trazido da Espanha por D. Pedro II. O resultado foi o nascimento de um belíssimo potro tordilho negro, autêntico meio-sangue andaluz, e que foi reprodutor da fazenda por 25 anos.

A partir de 1898, iniciou-se seleção e aprimoramento da raça, e o tipo de animal apurado era de grande porte, linhas leves e harmônicas, fundamentais para disputas e tração de carruagens. Em 1908, a importação de outro reprodutor teve influência marcante para a formação da raça no Oeste Mineiro. Mais dois outros reprodutores, vindos dos Estados Unidos, contribuíram para a geração de animais mais leves e bons de sela.

Também houve contribuição de um reprodutor do Sul de Minas pertencente ao plantel que originou o Mangalarga. O destaque é para o município de Passa-Tempo, na fazenda do Campo Grande. O Campolina, devido a sua beleza, resistência invejável, comodidade, velocidade e inteligência, tornou-se batedor de recordes de preços, sendo muito requisitado para o lazer, esportes e trabalho de campo.

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