Quando um circo chegava a Vila de São João, todos adultos e crianças, ficavam numa alegria doida. Era aquele corre. Todos queriam ver as moças bonitas, os bichos ferozes, os trapezistas, os mágicos, enfim tudo no circo encantava aquela gente simples. Mas todas as preferências eram para os palhaços. E a melhor coisa que o grande Circo União possuía era justamente o palhaço Pimentinha.
Quando ele chegava ao picadeiro, podia-se esperar de tudo, o danado dava cambalhotas, subia no trapézio, contava piadas, montava no elefante. Mas o melhor de tudo era que ele cantava e tocava violão; nas funções do circo cantava músicas brejeiras que quase matavam o povo de tanto rir.
Terminado o espetáculo, Pimentinha lavava o rosto, se vestia bem, pegava o violão e saía a fazer serenatas românticas para as moças do lugar. Sem as tintas da profissão, ele era uma bonita figura, alto, moreno, cabelos negros e olhos brilhantes; e como cantava