Pois bem, lá estávamos eu, que me chamo Carlos, meu irmão Luis e meu amigo e praticamente irmão Terence, ao fim de um carnaval maravilhoso no sul da Bahia. Enquanto toda a excursão ia encarar uma longa viagem de volta a BH, eu e Terence ficamos na Bahia para uma pequena caminhada de 36 Km em dois dias. Íamos a pé pela praia, de Prado a Cumuraxatiba. Descansamos na quarta de cinzas e na quinta cedo começamos a caminhada. O litoral sul da Bahia é simplesmente espetacular. Ainda não entendo como os portugueses tiveram coragem de avisar seu rei da existência desta maravilha. Se fosse eu, tinha me arrumado com uma Pataxó e nunca mais dava notícias...
Á nossa esquerda tínhamos sempre belas falésias e à direita um lindo, quente e, repito, lindo oceano. À medida que andávamos encontrávamos pequenas cachoeiras e cursos d´água doce que saiam das falésias para o mar. Tente se imaginar neste local: Você entra na água doce, levanta, dá quatro passos e cai na água salgada! Ahh! A mineirada estava satisfeita!
Ao fim da tarde subimos uma falésia e montamos acampamento. Este é um detalhe muito importante, pois se a maré subir enquanto você estiver lá embaixo sua caminhada acaba virando natação. A água do mar costuma alcançar as paredes de pedra e os riscos são enormes. No entanto se você se informar sobre os horários da maré e subir na hora certa, pode ter certeza, nada pode ser mais tranquilo.
Ao acordar bem cedinho e ver lá do alto o sol nascer no mar, é impossível não sorrir. Não estou falando de um sorrizinho qualquer, entendam. Me refiro a uma satisfação com o mundo em que vivemos, rara nos dias de hoje! É impossível pensar em problemas neste momento e não pensei duas vezes, arranquei minhas roupas e fui nadar pelado naquele mar que parecia ser só meu! Café da manhã tomado, mochila nas costas, hora de caminhar! Pé na areia e depois de um longo dia andando e mergulhando chegamos em Cumuraxatiba. Estávamos bastante cansados e famintos e a primeira coisa que vimos ao chegar foi um simpático restaurante. Não nos fizemos de rogado. Sentamos e pedimos uma maravilhosa muqueca de peixe ao molho de camarão. Devo confessar que esta foi uma das melhores refeições de toda a minha vida!
A partir deste momento, nada mais de caminhada. Montamos nossa barraca em um camping e fomos conhecer a cidade, que por sinal é muito charmosinha e aconchegante. Pois foi aí que descobrimos uma barraca na praia que pertence a três loucos (e sábios) italianos. Os camaradas passam o ano inteiro na Europa, mas é só dar verão aqui em baixo que eles não bobeiam e passam de três a quatro meses trabalhando e se divertindo em seu bar à beira mar. Devo dizer que a seleção de músicas e o ambiente tornam este um ótimo programa, pois ficamos escutando reggaes de primeiríssima qualidade! Um passeio que fizemos e que aconselhamos para todos é tomar um barco em cumurú e visitar Ponta do Corumbal. No trajeto é possível avistar o Monte Pascoal assim como os portugueses viram e dar um pit stop para um mergulho no Coral dos Pataxós. O passeio tem a duração de aproximadamente um dia e vale a pena! O problema é que depois disso tudo a gente têm que voltar. Mas tudo bem, afinal, é para Minas que estávamos indo!
Um abraço a todos!
Nossos viajantes:
Nomes: Carlos Ranna e Terence Keller Cidade: Belo Horizonte