Edificada em caráter nobre durante meados do século XVIII, seu nome representa uma homenagem da Câmara Municipal de Sabará ao bandeirante paulista descobridor das minas do rio das Velhas. De acordo com a documentação existente, o imóvel foi utilizado como residência a partir de 1828 por várias pessoas importantes na época.
Devido a sua importância cultural, o sobrado foi desapropriado em 1987 pelo Ministério da Cultura, passando a pertencer ao IPHAN. Após a sua restauração, começou a funcionar como Centro de Memória do Museu do Ouro, reunindo diversos documentos históricos dos séculos XVIII e XIX.
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Antigamente, as diversas Irmandades representavam os distintos grupos raciais existentes em Minas Gerais. A ordem do Carmo pertencia aos homens brancos, os pretos eram devotos da Irmandade do Rosário; coube à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês a inclusão dos mulatos, ou seja, fruto do senhor de escravo (branco) com uma escrava.
A modesta igreja de Nossa Senhora das Mercês foi parcialmente construída em 1781 com recursos limitados de sua Irmandade tendo sofrido várias reformas ao longo de sua história. No século XX, os registros de restauração datam de 1940, através da iniciativa do Vigário de Sabará, e, por fim, entre 1974 e 1975 houve outros trabalhos de recuperação por determinação do IPHAN, que havia tombado o monumento em 1938.
A Igreja das Mercês apresenta sua planta em estilo tradicional das primeiras construções religiosas em Minas Gerais, composto por nave e capela-mor no corpo principal, corredores e sacristias laterais. Sua fachada é bastante simples e possui um frontão com formas geométricas, vãos e cunhais em madeira. Internamente, sua ornamentação é bastante simples, destituída de qualquer elemento significativo.
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A iniciativa de construção da Igreja de Nossa Senhora do Carmo de Sabará se deve a Ordem Terceira do Carmo, ou seja, a Ordem dos homens brancos. Sua construção foi iniciada em 1763, quando foi contratado o mestre Tiago Moreira para que fizesse o projeto. Cinco anos mais tarde, estando a obra bem adiantada, a Ordem resolveu modificar o frontispício. Consta que entre 1771 e 1774 estava presente em Sabará um artista cujo nome era Antônio Francisco Lisboa, popularmente conhecido como Aleijadinho, chamado provavelmente para opinar sobre o assunto.
A Igreja possui uma fachada constituída por uma porta principal em madeira, cujos trabalhos ornamentais em pedra-sabão ali executados são atribuídos ao Aleijadinho e seus oficiais. Sua construção foi feita em alvenaria de pedra, com torres quadradas e nave única. Internamente, tanto a nave quanto a capela-mor apresentam piso em campas e forro de tábuas lisas e curvas, estando presentes várias pinturas decorativas. O painel central representa o episódio de Elias sendo transportado para o céu num carro de fogo.
As pinturas principais são de autoria de Joaquim Gonçalves da Rocha. Destacam-se o conjunto de imagens de São João da Cruz e de São Simão Stock, alojadas nos altares do arco-cruzeiro, ambas esculpidas por Aleijadinho.
Com sua talha marcada pelas características da terceira fase do Barroco e Rococó a Igreja Nossa Senhora do Carmo é uma dos mais célebres confidentes das obras do "Aleijadinho", estando atualmente tombada pelo IPHAN.
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A Antiga Casa de Fundição e Intendência de Sabará foi criada em 1720, exercendo a função de controlar a produção de ouro nas Minas Gerais. Na época, todo o metal recolhido na colônia era pesado, quintado e fundido em barras, que eram datadas e marcadas com o selo da coroa portuguesa e só assim poderia ter circulação livre como moeda corrente.
Havia também outras Casas de Intendência nas regiões do Ciclo do Ouro como em Ouro Preto, São João Del Rei e Serro, onde servia Diamantina.
Com o passar do tempo foram-se extinguindo as casas de Intendência, devido à crise aurífera do século XIX, levando ao abandono dos prédios. Com isto, o de Sabará foi leiloado, transformado em colégio e posteriormente adquirido pela Companhia Siderúrgica Belgo Mineira, que doou por escritura à União, em 1940. A SPHAN realizou todo trabalho de restauração e em 1945 foi inaugurado o Museu do Ouro de Sabará.
Seu interior é composto de dois pavimentos subdivididos em diversas salas que retratam todo o processo de extração do ouro até a fundição. São expostos ainda nesta galeria os variados tipos de minérios encontrados na região, antigas prensas de cunhar, cofres com jóias de ouro entre diversos outros instrumentos utilizados na época. Fazem parte da exposição do museu, representações da vida cotidiana mineira, como costumes, crenças e artes populares que podem ser vistas através das esculturas, quadros, tambores e estandartes usados nas procissões e festas dos negros. O pátio do museu preserva um relógio de sol e um engenho próprio para a trituração do minério, aumentando assim a produção do ouro.
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Tombado pelo IPHAN em 9 de Maio de 1950, juntamente com o Passo do Carmo, o Passo da Rua Marquês de Sapucaí possui um pequeno altar ao fundo cujo teto apresenta pinturas em motivos florais. Seu funcionamento ocorre na Semana Santa por ocasião da passagem das procissões.
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Construído no Séc. XVIII, sua tradição remonta à Idade Média. As pequenas capelas compõem as várias etapas da Via-sacra. Sua fachada é simples com cunhais de madeira e telhado; seu interior é composto por pinturas de motivos "Rocaille" e florais . Atualmente o monumento é tombado pelo IPHAN.
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