Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Cultural, Turismo Religioso, Turismo de Negócios, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico.
Sabará é a cidade histórica mais próxima da capital. Uma das características marcantes do lugar é a receptividade de sua gente. Caminhando pelo centro histórico é possível seguir por vias estreitas de paralelepípedos e se defrontar com construções do século 18. O município oferece atrativos tanto para turistas que buscam resgatar um pouco da história de Minas ou apoiar a fé visitando as suas igrejas. A vida noturna também é muito ativa, principalmente nas praças Melo Viana e Santa Rita.
De todas as riquezas históricas de Sabará, guardadas ainda do período colonial, podemos destacar as três naves presentes na igreja de Nossa Senhora da Conceição. Quem entra no interior da igreja além de poder visualizar um altar-mor e outros seis altares laterais, logo percebe os arcos de separação com cedros recobertos de talha dourada e sobre o teto a imagem simbólica da ladainha de Nossa Senhora. Na capela, observando bem algumas pinturas fúnebres presentes ali é possível acreditar que no passado teria servido como capela mortuária. Outras igrejas que fazem parte da história de Sabará são as de São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Rosário e do Carmo.
Essa última recebeu intervenções do consagrado escultor Aleijadinho. Uma outra característica marcante em Sabará são os traços de três fases do barroco presentes na área urbana da cidade, onde boa parte das construções são do século XVIII. A localização próxima com a capital mineira, a 25 km, facilita o acesso a turistas de diversos locais do país. Sabará faz parte da região metropolitana de Belo Horizonte, estando às margens do rio das Velhas. Outro ponto de interesse dos turistas é o museu do Ouro, onde funcionava a antiga casa de fundição e intendência. Ao mencionar sabará não podemos deixar de lembrar a deliciosa festa da jabuticaba, que ocorre anualmente no período compreendido entre outubro e novembro, época de frutificação.
Segundo alguns historiadores, em 1674 o mito do eldorado atraiu os primeiros bandeirantes e aventureiros a região Sabará. Os primeiros méritos, na corrida contra o ouro no leito do rio das velhas, foram para o bandeirante Manuel Borba Gato, que acabou sendo acusado de assassinato por ter se desentendido com o fidalgo português Dom Rodrigo Castelo Branco pela posse das minas. Mesmo ficando foragido por 18 anos nas matas, Borba Gato manteve contato com a família em São Paulo e chegou a ser condecorado a tenente-general do Mato em 1698, em seu primeiro encontro com o governador Arthur de Sá Menezes.
Neste período, o arraial de Sabará era o mais populoso de Minas Gerais. As primeiras vilas foram criadas para receber o governador e o capitão-general Antônio de Albuquerque de Carvalho, em 1711. A Villa Real de Nossa Senhora da Conceição de Sabará foi decretada dentre as outras e mantida como provínca até 1715. Um ano antes, havia sido instituída a comarca do Rio das Velhas. O reconhecimento da Villa Real como município de Sabará somente ocorreu na primeira metade do século XIX. Assim foram juntamente instituídos os distritos de Ravena, Mestre Caetano e Carvalho Brito.
Distritos
O decreto lei n. 148 de 17/12/38 criou o distrito de Carvalho Brito, a partir de um território que pertencia ao município de Belo Horizonte e foi anexado ao de Sabará com o nome de Marzagão, sofrendo algumas mudanças na denominação, até que chegou ao nome atual.
Mestre Caetano pertencia a Caeté até 1923 e era denominado arraial de Cuiabá, tendo inaugurado a estação da Central, no ramal Santa Bárbara, em 1846. O distrito de Ravena, pertecente ao de Sabará, tinha a denominacão de Lapa ou Nossa Senhora da Lapa. O nome é em homenagem ao frei Luís de Ravena. Tendo passado também a pertencer a Santa Luzia, Ravena retornou a Sabará em 1953.