Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico, Turismo Rural, Turismo de Lazer (Náutica e pescaria), Turismo de Aventura
Situada as margens da represa de Furnas, na região do Sul de Minas, a cidade de Pimenta caracteriza-se por suas belezas náuticas, sua tranqüilidade, aconchego e sua população acolhedora e sorridente, oferecendo aos seus visitantes opções agradáveis e prazerosas de lazer. Além de maravilhosas cachoeiras, Pimenta conta como recursos naturais ainda não explorados, como salões no interior de algumas grutas e cavernas como a de Olhos D’água, ou mesmo os arbustos presentes na entrada escura da Gruta Oculta.
Uma das atividades que exploram os recursos hidrográficos de Pimenta é a pesca. No lago do Cordeiro, por exemplo, os poços de águas turvas e corredeiras dão lugar para as espécies piau, traíra e piapara. Outro ponto de pesca é o Ribeirão dos Patos. Já o lago de Furnas encanta por sua beleza de águas límpidas e extensão, possuindo um importante braço formado pelo cânion do Rio Grande e ainda uma repleta fauna de peixes, aves com a predominância das garças. Algumas festas religiosas também são tradicionais no município, como a de Nossa Senhora do Rosário e a de São Sebastião.
No século 17, com o desenvolvimento do comércio, os tropeiros chegavam de todos os lugares e efetuavam, sempre nas pequenas cidades mineiras, as trocas comerciais. Em Pimenta a história não foi diferente. Sua localização, na região do Sul de Minas era privilegiada. Alguns desses homens iam se estabelecendo nas pequenas vilas e deram crescimento ao povoado. Nessa época, Pimenta era formada apenas por uma fazenda com área de camping, onde a principal característica era a presença de moitas de pimenta. O terreno que abrangia o povoado era um planalto que se estendia até Serra do Piumhí, e até então, pertencia ao município de Itapecerica.
Por volta de 1790, já com as primeiras casas construídas, foi erguida a primeira capela, respeitando os moldes da religiosidade daquela época. Pouco mais de cinquenta anos depois, o tenente-coronel Antônio Gonçalves de Melo, manda construir outra capela, agora em louvor a Nossa Senhora do Rosário da Estiva, o que anos mais tarde deu origem a uns dos nomes da cidade. A principal fazenda do local, o rancho da Pimenta, foi comprada em seguida pela família dos Rufinos, que doaram o terreno da capela e mais 180 hectares para o povoado. Assim, o arraial se formou e recebeu e se elevou a categoria de cidade com o atual nome de Pimenta.
Emancipação
Pouco mais de meio século depois, em 1901, o município foi incorporado a Formiga. É então, nessa época que surge o padre José Espindola de Bittencourt, um personagem marcante ao município e que trouxe enorme progresso aos habitantes do arraial, se tornando até mesmo político na região. Apesar de grandes esforços, fracassou duas vezes ao tentar elevar o arraial a categoria de cidade.
Já em 1911, Pimenta foi anexada a cidade de Piumhí, e em 1942 passou a integrar o recém formado município de Pains e em 27 de novembro de 1948 conseguiu se emancipar. Dois incêndios marcaram a história do município, sendo um na paróquia (1898) e o segundo no cartório de Paz e Notas. Assim com a maior parte dos registros perdidos no incidente, a história de Pimenta é contada hoje pela memória de quem ainda habita a cidade.