A Casa dos Contos, localizada na rua São José, é um dos mais belos e representativos atrativos do barroco de Ouro Preto e Minas Gerais.
Sua construção data de 1784, tendo sido construída com o intuito de servir como residência para João Rodrigues Macedo (piso superior), cobrador de impostos, e de abrigar duas lojas que ladeavam sua entrada principal.
Em seu piso térreo existiam quatro quartos, um, morada de Caxias Vicente Vieira da Mota, os demais destinados à hospedagem de ilustres personalidades da Capitania.Durante o período posterior à Inconfidência Mineira, o prédio passou a servir de quartel da Companhia do Esquadrão do Vice Rei, com o intuito de garantir o poder e a repressão ao movimento da Inconfidência. Três quartos do piso térreo adquiriram a função de prisão nobre dos Inconfidentes. Em uma das celas, o inconfidente Cláudio Manoel suicidou-se ou foi assassinado, no ano de 1789.
O edifício passou a ser chamado pelo nome que conserva até os dias atuais, Casa dos Contos, no ano de 1793-1797, pois passou a ser sede da administração e contabilidade fazendária da Capitania. Hoje o prédio funciona como centro de estudos do ciclo do ouro, estando sobre o controle do Ministério da Fazenda. O edifício foi tombado pelo IPHAN em 9 de janeiro de 1950.
Em seu interior podem ser encontradas moedas dos séculos XVIII e XIX, mobiliários de época, e várias outras peças utilizadas pela Casa de Fundição, além de documentos históricos. Merece destque a antiga senzala que se encontra no subsolo.
:: Serviço
Visitação: Terça a sábado, das 12h30 às 17h30; domingo e feriados, 9h às 15h.
Informações:(31) 3551-1444
Casa na qual residiu Tomás Antônio Gonzaga, ouvidor, inconfidente das Minas Gerais e autor de uma das mais conhecidas histórias de amor das alterosas, quando utilizando o pseudônimo Dirceu, escrevia belos e famosos poemas para sua musa inspiradora Marília. Hoje a casa é sede da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura da Prefeitura de Ouro Preto. O gramado nos fundos da casa é objeto de um cuidado excepcional e tem uma bela vista panorâmica do Pico do Itacolomi. No quintal, o turista encontra também um tanque que era utilizado pelos escravos.
O Chafariz da Praça Tiradentes, anexo ao prédio da antiga cadeia e Câmara de Ouro Preto, é o antigo chafariz da ponte de Ouro Preto, tendo sua inauguração em seu novo destino no ano de 1846, no dia 2 de dezembro. Foi restaurado no ano de 1936, através de uma iniciativa do SPHAN. Trata-se de um chafariz de forma parietal, possuindo em sua parte superior frontão curvilíneo adornado por três pinhas. No chafariz encontra-se a seguinte inscrição: “Inaugurado a 02 de dezembro de 1846, 21° aniversário de S.M.I. o Sr. Dom Pedro II, por ordem do Presidente da Província, Quintiliano José da Silva”.
O Chafariz dos Contos está localizado na praça Reinaldo Alves de Brito, antigo largo São José. A iniciativa de sua obra se deu pelo Senado da Câmara de Mariana. Não se sabe a quem pertence a autoria de seu projeto, mas a arrematação da obra, feita com pedras do Itacolomi, é de João Domingues da Veiga, mas ainda existem dúvidas se o atual chafariz é o mesmo arrematado em 1745, devido à singularidade do atrativo em relação a outros construídos pelo artista e de documentos que sugerem a mudança de local de chafarizes em Ouro Preto.
O nome do chafariz se dá devido à proximidade com a casa dos contos.
:: Serviço
Localização:Praça Reinaldo Alves de Brito, antigo Largo São José.
O grande acervo do Museu de Ciência e Técnica na Escola de Minas constitui-se de um repositório de artefatos raros que testemunham a evolução científica e tecnológica da engenharia produzida no Brasil. São mais de 30.000 peças catalogadas e exibidas ao público. Possui um caráter preservacionista da história da tecnologia brasileira agregando ao turismo local novas dimensões do conhecimento humano.
Há também o observatório da UFOP, porém para visitas é necessário entrar previamente em contato com o Museu, pois os dias abertos ao público não são regulares. O museu possui onze setores temáticos, sendo que nove já estão implantados e abertos às visitações públicas: historia natural (zoologia e paleontologia), mineração, mineralogia, metalurgia, siderurgia, desenho, topografia, astronomia e eletrotécnica. Estão sendo projetados ainda os seguintes setores: espeleologia, construção civil e mecânica.
O antigo Palácio dos Governadores é de grande relevância histórica, tendo sido construído no mesmo local em que funcionou anteriormente a Casa de Fundição e Moeda. A autoria de sua obra é assinada por Manoel Francisco Lisboa (pai de Aleijadinho).
:: Serviço
Visitação: Terça a domingo, de 09h às 17h. (Caso seja feriado na segunda, estará fechado na terça).
Setores Astronomia, Desenho e Topografia: abertos aos sábados, das 20h30 às 23h.
Informações:Tel.: (31) 3559-1597
E-mail:museuct@ouropreto.com.br
A Feirinha de Artesanato está localizada em frente à Igreja São Francisco de Assis. Nela são vendidos uma variedade de artesanatos em pedra sabão, prata, camisetas, colares e pedras, confeccionados pelos próprios artesãos.
A obra teve inicio no ano de 1773, sendo iniciativa da Irmandade de Nossa Senhora das Mercês. O templo, construído no mesmo local onde existia uma capela, teve para execução dos trabalhos uma extensa lista de artistas.
A Igreja apresenta características do início do século XVIII, no entanto trata-se de um trabalho da segunda metade deste século.
O projeto do templo foi reformulado devido a adesão de uma torre única. O medalhão de ornamentação que está localizado em sua portada merece uma atenção especial, pois apresenta características atribuídas ao Mestre Aleijadinho.
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A construção da Igreja de Nossa Senhora do Carmo é uma iniciativa da Ordem Terceira do Carmo, do Rio de Janeiro. Possui em anexo a casa do noviciado que abriga hoje o Museu do Oratório, e um cemitério. O risco da planta é assinado por um irmão da Ordem, Manoel Francisco Lisboa. Trata-se de um dos últimos trabalhos do artista, que morreu no ano seguinte, em 1767.
A igreja em estilo rococó reúne na composição de seu santuário trabalhos de diversos artistas, entre eles Manoel da Costa Athaíde, o pintor italiano Ângelo Clerici, Antonio Francisco Lisboa e José Pereira dos Santos. Um destaque especial da obra está nos trabalhos do mestre Athaíde que desenhou no ano de 1813 o altar-mor, além dos dez painéis de azulejos, um dos poucos encontrados em Minas Gerais.
Os painéis, ilustrados com temas relativos à iconografia da Ordem do Carmo, são de pintura azul.
:: Serviço
Visitação: Terças a domingo, das 9:00 h às 10:45 h, e de 12:00 h às 16:45 h.
Missas: Domingos, às 8:30 h.
A iniciativa da construção da Igreja de São Francisco de Assis é da terceira Ordem da Penitência de São Francisco de Assis.
Nesta Igreja estão localizadas várias obras de Antonio Francisco Lisboa, incluindo as primeiras obras documentadas de Aleijadinho, enquanto escultor de baixos-relevos em pedra-sabão. Hoje estes trabalhos servem de referência para pesquisadores que estudam as características do estilo do artista.
Um merecido destaque deste incrível atrativo é a pintura do forro, autoria de Manuel da Costa Athaíde. É também do artista a série de painéis a óleo que decoram os quatro chanfros da nave e paredes da capela-mor, assim como as barras de pintura simulando azulejos. Estes trabalhos destacam-se por serem os mais importantes produzidos por Athaíde.
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Visitação:Terça a domingo, das 8:30 h às 12:00 h e 13:30 h às 17:00 h.
Missas: Sábados, às 19:00 h.
Situada no centro da Praça Tiradentes, a estátua do Alferes está localizada no mesmo lugar aonde foi exposta a cabeça do herói da Inconfidência.
No ano de 1892, no centenário da morte de Joaquim José da Silva Xavier, foi erguido um monumento de 19 metros de altura em homenagem ao mártir, ocupando o centro da principal praça de Ouro Preto.
A estátua encontra-se com sua frente voltada para o prédio onde hoje está o Museu da Inconfidência, antiga câmara e cadeia e, simbolizando um protesto, tem suas costas voltadas para a Escola de Minas, antigo Palácio dos Governadores.
Sua base é feita de pedras vindas do Rio de Janeiro (morro da Viúva), com ornamentos em bronze da Argentina. Em seu topo está uma estátua que representa o Alferes. O autor deste trabalho é o Italiano Virgílio Cesttario.
Localizado no segundo plano do monumento nota-se um corte quadrado na pedra. Ali foram depositados em uma caixa de flandres alguns objetos pessoais dos inconfidentes e uma cópia de um verso de Thomás Antônio Gonzaga.
O Museu Casa Guignard foi idealizado no ano de 1960 e inaugurado em 1987. Nasceu inspirado em um projeto similar desenvolvido pela PUC-RJ, dedicado a Portinari. Tem como objeto a releitura da memória de vida do célebre Alberto da Veiga Guignard. Seu acervo conta com objetos e peças pessoais do artista, como sua cama, óculos, pinturas e desenhos dedicados à sua amada. Das obras produzidas por Guignard o museu possui restrito número de peças, pois seus quadros em sua maioria encontram-se dispersos em coleções particulares.
A obtenção do acervo se deu em sua maioria por meio de doações de amigos, ex-alunos e admiradores do artista, desejosos de manterem viva sua memória.
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Informações:(31) 3551-5155
Público alvo:escolas e grupos organizados da comunidade e visitantes.
O Museu da Inconfidência funciona na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica, e é sem dúvida um dos mais belos registros da construção civil da época colonial. Sua autoria é assinada pelo general Luis da Cunha Meneses, então governador da capitania de Minas Gerais, e por ele foi posto em execução a construção em um ritmo acelerado.
Desejoso de ver a obra terminada empregou métodos desumanos. Cerca de 500 detentos, transferidos da antiga cadeia, foram utilizados na construção trabalhando de maneira forçada, em péssimas condições e de forma cruel.
Os abusivos métodos empregados despertaram a indignação de Tomás Antônio Gonzaga que expressou seus sentimentos na famosa “Cartas Chilenas”. O término da obra se deu setenta anos após o início, e para obtenção de recursos para sua realização, foi criada uma loteria com a autorização de Dona Maria, a rainha.
No andar superior do edifício funcionou a Câmara e no térreo a cadeia. No ano de 1907 teve seus desígnios modificados tornando-se penitenciária Estadual, e esta situação perdurou até o ano de 1938, quando o então presidente Getúlio Vargas, desejoso de criar um Panteão aos Heróis da Independência, criou o Museu da Inconfidência, Ocasião em que promoveu o repatriamento dos restos mortais dos inconfidentes que morreram em solo africano, e que hoje se encontram em seu interior.
Hoje o museu conta com um vasto acervo de objetos de época, documentos históricos de grande relevância para a história nacional, peças relacionadas com os participantes da inconfidência, como objetos pessoais de Tiradentes, memorial aos Inconfidentes, recibos, comprovantes dos processos de contratação dos serviços de artistas como Aleijadinho, arte religiosa, artesanatos, mobiliário, remontando o universo que permite ao visitante situar-se no ambiente que permeou o Movimento de 1789.
:: Serviço
Telefone:3551-4977 / 3551-5233
Visitação:Terça a domingo, das 12h às 17h30
O Museu do Oratório está situado na antiga casa do noviciado da Igreja do Carmo. Tem o objetivo de levar ao público em geral uma amostra da fé de uma população tipicamente religiosa e devota, expondo objetos que exprimem este sentimento, através de cenas típicas em que o uso do oratório reflete o imaginário brasileiro, com enfoque especial no mineiro. É o único no mundo que agrupa uma coleção de peças sacras que vão do século XVII ao século XX. Fazem parte deste acervo mais de 300 imagens e 160 oratórios.
O museu se divide em três espaços. No subsolo estão expostos os oratórios de viagem, de características itinerantes, e para representação o museu utiliza-se da reconstituição do cenário de um acampamento de tropeiros.
No térreo estão expostos os oratórios populares, aonde são observados o sincretismo de nossa cultura com traços nítidos da mistura de costumes. Para a ambientação de época foi simulado um modesto quarto de uma ermida, decorado para a novena para Santo Antônio.
No primeiro pavimento encontram-se os oratórios eruditos, em sua maioria atribuídos a grande e renomados artistas como Manoel da Costa Athaíde, ou ricos elaborados com gemas preciosas, e ornamentação mais elaborada. Para a representação são reconstituídos dois cenários, um salão colonial, e um batizado defronte a uma ermida, utilizando-se de figurino francês original datado do século XIX.
:: Serviço
Informações:(31) 3551-5369 ou www.oratorio.com.br
Aberto todos os dias de 9:30 às 11:50 e de 13:30 às 17:30
A rua Direita representa hoje para Ouro Preto um centro comercial. É nesta rua que se encontram os melhores barzinhos, lojas, ateliês e joalherias da cidade.
Durante dia e noite permanece sempre cheia, com moradores, turistas e estudantes universitários circulando sem parar.
Inaugurado no ano de 1770, a antiga casa da Ópera, é hoje o teatro Municipal mais antigo do país e da América do Sul. O prédio, em formato de lira, possui vários pavimentos com camarotes e assentos. Sua beleza inspira a vir à nossa imaginação os tempos áureos da antiga Vila Rica. A autoria da construção do atrativo é de João de Souza Lisboa.
:: Serviço
Visitação: Diariamente, das 12h às 18h