Turismo Cultural, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Rural, Turismo de Lazer, Turismo de Aventura.
Esquecida por séculos, mas preservada pela sua história e lendas envolventes, Lavras Novas se mostra um lugar encantador e hospitaleiro com seus visitantes. O ecoturismo, turismo rural e turismo cultural são bastante praticados no lugarejo. Conhecer cachoeiras, andar pelas trilhas, praticar rapel e cavalgadas são alguns dos tantos passeios que o turista pode fazer para conhecer a região. Mas é imperdível a caminhada descompromissada pela rua e ruelas do centro colonial, observando as fachadas coloridas e curtindo o acolhimento dos moradores.
Em Agosto, casas e ruas do distrito são enfeitadas para comemorar a festa do Divino Espírito Santo e a de Nossa Senhora dos Prazeres na matriz. Em época de carnaval, Lavras Novas abriga os foliões que preferem estar longe da agitação da sede, Ouro Preto, e que preferem repor as energias nas belas cachoeiras do lugar. O “Safras Novas” é um evento anual que iniciou em Setembro de 2004 e ao longo dos anos tem atraído apreciadores do bom vinho, e a cada ano se consolida como evento de expressão, atraindo visitantes de todas as partes. O turismo tem sido bastante valorizado por colaborar com a economia local. Desde 1995 pousadas, bares e outros estabelecimentos foram instalados se tornando mais uma alternativa para o desenvolvimento econômico de Lavras Novas, que até então vivia somente dos artesanatos.
Nos fins de semana Lavras Novas recebe visitantes que fogem da vida agitada da cidade grande em busca do ambiente interiorano, pra relaxar e degustar pratos tradicionais da culinária mineira, como o delicioso frango com ora-pro-nobis, ou o caldo de feijão à beira do fogão à lenha. Programa inigualável, em especial com uma boa companhia, para contar e ouvir causos, e escapar do friozinho que acompanha a neblina.
Lavras Novas surgiu no apogeu da mineração aurífera e da exploração da mão-de-obra escrava. Conta-se que o local foi um Quilombo, mas não há registros que provem esse fato, já que as regiões de mineração eram muito vigiadas e os quilombos se estabeleciam nas proximidades das colônias. Não se pode negar que ao longo dos anos o arraial contou com uma crescente população negra fortalecendo a idéia de que havia um Quilombo no local.
“Lavras Novas do Coronel Furtado” foi o primeiro nome dado ao atual distrito de Lavras Novas e se refere ao Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, o mesmo responsável pela origem de Mariana. De acordo com o historiador Diogo de Vasconcelos, em 1704 o coronel Furtado ordenou aos seus filhos que organizassem expedições ao sul do Ribeirão do Carmo, onde foram descobertas as minas do Pinheiro, Bacalhau e dos Prazeres. Em uma dessas aventuras, a expedição chegou até o córrego dos Prazeres, que passa por trás do Pico do Itacolomi, dando acesso a Lavras Novas.

Em 1716 o local já era um núcleo populacional devido à exploração do ouro, fator este crucial para a origem do seu nome: Lavras – exploração comercial de uma jazida; lugar de onde se extrai metal ou pedras preciosas; terreno de mineração. Por não apresentar indícios de exploração anteriores o coronel a nomeou de “Lavras Novas”. Em 1740 a Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres estava erguida mostrando o progresso do arraial rumo ao desenvolvimento. Ao final do século XVIII a crise mineradora atinge o lugar devido a dificuldade de acesso e a complicada comunicação com Vila Rica, atual Ouro Preto, fazendo com que muitos mineradores se afastassem dali.
No século XIX Lavras Novas tenta sobreviver e se organizar ao seu modo: os moradores começam a trabalhar na agricultura de subsistência. Em 1926, em um bairro de Ouro Preto chamado Saramenha a ALCAN foi instalada e os lavranovenses atuaram com a mão-de-obra proporcionando um progresso na qualidade de vida, saúde, educação e estabilidade da comunidade. Ao final do século XIX e durante o século XX registros indicam o quanto tropeirismo era exercido no arraial na leva de lenha pra localidades próximas; assim como as atividades artesanais na confecção de balaios, cestas em taquara e utensílios domésticos em madeira.

Na década de 90, Lavras Novas foi escolhida pela administração de Ouro Preto para ser um dos primeiros distritos a implantar o projeto de turismo rural e ecológico, visando controlar o fluxo de visitantes e não prejudicar a prática do turismo sustentável. O distrito estabeleceu algumas regrinhas para o turista se atentar e tornar o passeio mais agradável; elas podem ser encontradas em cartazes ou folhetos distribuídos pelos empreendimentos:
“LAVRAS NOVAS é um povoado de gente simples e de costumes antigos, por isso, pedimos que respeitem o nosso jeito de ser:
Não ligando o som do carro em volume alto sem permissão dos moradores e dos turistas;
Não usando traje de banho nas ruas;
Não acampando nas ruas;
Não estacionando em cima dos nossos lindos gramados verdes;
Não jogando o lixo em qualquer lugar, principalmente nas trilhas;
Não transgredindo a lei do silêncio e do bem viver”
Lavras Novas está em constante aprimoramento do turismo. Em meio às suas ruas, becos tranqüilos e uma população bastante acolhedora o povoado tem atraído pessoas de todos os lugares, das mais variadas idades e gostos.