Diversas famílias da elite local habitaram onde hoje chamamos de Casa com o Forro Pintado. O local teria pertencido inicialmente ao Intendente da Câmara, Manuel Ferreira da Câmara Bittencurt e Sá. Como o próprio nome já sugere, um dos principais atrativos da casa são as pinturas encontradas no forro de um dos cômodos da casa. No teto de gamela podem ser apreciados os motivos profanos em cinco painéis, onde cores suaves representam cenas idílicas de quatro dos cinco sentidos. Dos sentidos podemos notar a audição sendo simbolizada por uma cena em que o pastor mostra à mulher um pássaro. Já o tato é representado pelo pastor beijando a mão da donzela com um cupido ao fundo. As pinturas têm estilo rococó.
:: Serviço
Localização: Rua Direita, 32/36
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
O local onde se situa hoje a Catedral Metropolitana da Sé de Santo Antônio já abrigou uma antiga igreja do século 18. A construção atual data da década de 30 do século 20. Logo no início do povoamento de Diamantina, ergueu-se uma capela na localidade do Burgalhau, em homenagem a Santo Antônio. Posteriormente foi transferida para um local onde se concentrasse um maior número de pessoas. Assim, após a criação do bispado, em 1853, a velha matriz acabou tornando-se a catedral. Com o passar do tempo, a construção passou por diversas reformas, até ser demolida, em 1933, e dar lugar a uma nova catedral, inaugurada em 1940.
O estilo neoclássico, utilizado, na época, principalmente pelo Rio de Janeiro e Salvador foi o escolhido para a edificação da igreja. Em seu interior, destacam-se o altar de São João Batista em talha do Nacional Português, com colunas torsas, cachos de uvas, ornatos profusos em voltas e contra voltas, e o altar de Nossa Senhora do Rosário, com dossel, nichos, anjos e douramento profuso. No altar-mor encontra-se a imagem do padroeiro Santo Antônio com atributos de prata.
:: Serviço
Localização: Praça Correia Rabelo
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
No tempo em que ainda não havia água canalizada nas casas, escravos eram incumbidos de buscar o líquido em áreas estratégicas onde foram construídos os chafarizes das cidades. O modelo dessas construções eram feitos de alvenaria e cantaria, apresentando uma ou mais bicas de onde saem à água. Para ilustrar o que é hoje um adereço a cidade, os chafarizes recebiam carrancas ou animais marinhos como decoração. Em alguns casos até frontões com volutas, diversos tipos de esculturas e tarjas.
Para nomear esses locais, geralmente, eram dados os nomes que faziam referência a alguma instituição de importância, como igrejas ou prédios públicos, localizados nas proximidades. Dessa forma a proximidade com o antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia. O chafariz da Câmara foi construído em 1861, e apresenta nas bicas seis máscaras: cinco em pedra sabão e uma em cimento. Possui ainda frontão, ao alto, onde está exibida a data de 1890.
:: Serviço
Localização: Praça Conselheiro Mata
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
O começo das obras da Igreja de Nossa Senhora das Mercês ocorreu em 1778 e foi concluída em 1784, deixando ainda um resquício de acabamento que se prolongou até as décadas seguintes do século 19. A irmandade foi formada a partir da união entre negros e mulatos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Sobre sua arquitetura pode-se observar uma fachada simples e sóbria, com apenas uma torre. Interiormente, há um retábulo-mor com talha rococó de concheados e volutas. As cores vermelho e verde, se destacam na pintura do forro da capela-mor, onde determina um cromatismo luminoso. Em sua nave, os altares laterais apresentam um toque neoclássico. Também podem ser vistas gravuras da Via Sacra em metal, de P. Johnmes Lorenz Rugendas, nas pinturas de Hartman.
:: Serviço
Localização: Rua das Mercês, s/nº
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
Acredita-se que por volta de 1772, já eram realizados cultos religiosos nessa igreja, ainda que as obras tenham percorrido os séculos 18 e 19. Nessa época há registros do douramento dos dois altares laterais, em 1874 e 1880. Em 1917, o templo esteve fechado e já eram realizadas algumas alterações na decoração. É nessa igreja onde foi sepultada a famosa Chica da Silva.
A igreja foi construída em taipa e possui fachada com esteios e cunhais pintados em cores vivas e uma torre única, no lado esquerdo. Na portada há um brasão da Ordem Franciscana – coroa de espinhos, os braços e os estigmas. Na capela-mor encontram-se as únicas obras do século 18. O destaque da igreja é o seu retábulo-mor. A imagem de São Francisco de Assis aparece no centro e nos nichos laterais aparecem Santa Maria Margarida de Cortona e São Domingos. No forro, o destaque da pintura do guarda-mor José Soares de Araújo mostra a Virgem rodeada de anjos dentro de um medalhão cercado por motivos conchoides e guirlandas.
Os dois grandes santos leigos da Ordem 3ª Franciscana, Santa Isabel e São Luis, aparecem na nave. A imagem de São Francisco, na sacristia, também ganha enorme visibilidade na pintura de Sivestre de Almeida Lopes, onde o artista retrata o santo em êxtase místico frente ao Cristo Crucificado.
:: Serviço
Localização: Rua São Francisco, s/nº
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
O atual Museu do Diamante surgiu em 1954, após o tombamento(1950) da casa do inconfidente Padre José de Oliveira e Silva Rolim.
A construção data do século 18. É no museu onde está guardada boa parte da história do Distrito Diamantino.
O local possui a finalidade de recolher, conservar e expor elementos característicos das jazidas, formações e espécimes de diamantes ocorrentes no Brasil,
bem como objetos de valor histórico relacionados com a indústria daquela mineração em face dos aspectos principais do seu desenvolvimento, da sua técnica e sua influência na economia e no meio social do antigo Distrito de Diamantina.
Destaques do acervo
Mobiliário do século XVIII e XIX
Equipamentos e Utensílios domésticos
Arte Sacra
Instrumentos de mineração
Louças
Pinturas, esculturas, desenhos
Armaria
:: Serviço
Localização: Rua da Direita, 14
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
No centro dessa praça está a estátua de JK, em tamanho natural, considerado como o grande filho de Diamantina, recebendo, assim, a glamurosa homenagem. A imagem traja terno e está com a mão esquerda no bolso do colete e a mão direita segurando um papel dobrado, simbolizando, provavelmente um documento ou pauta de música, como conta a sabedoria local. Possui os pés um diante do outro, como se estivesse caminhando, e um olhar voltado à esquerda.
Além da estátua compõem a paisagem da praça, um banco corrido de alvenaria, ilhas ajardinadas e palmeiras. Há também lampiões antigos e dois holofotes que dão à estátua um certo efeito especial. O local é um dos mais apreciados pelos seresteiros e é palco do Dia da Seresta, que ocorre tradicionalmente todos os anos.
:: Serviço
Localização: Entre as ruas Macau de Cima e Macau de Baixo
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
O atual prédio do Fórum já funcionou como Câmara Municipal e teve como anexo nos porões do prédio a cadeia pública. Antes disso, o prédio, com construção datada do século 18, passou por diversos proprietários e hoje continua sendo um casarão nobre e imponente.
:: Serviço
Localização: Rua São Francisco de Assis
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
A Intendência
Neste local, eram tomadas decisões importantes que controlavam toda a vida do Distrito de Diamantina. Dali fiscalizavam a atuação dos funcionários, inclusive os caixas; controlavam os moradores e escravos residentes na Demarcação, por meio de registro em livro de matrícula; eram emitidas ordens de expulsão e prisão; assim como
era autorizada a busca de uma pessoa ou casa; forneciam licenças aos lavradores, roceiros, criadores e condutores; expulsavam os considerados vadios; e era programada a condução dos processos e devassas, sendo juiz da administração e de seus empregados. De todos os órgãos, esse era o mais temido e os poderes do Intendente aterrorizavam toda a população.
O casarão
A origem do casarão data da primeira metade do século 18, mais precisamente entre 1733 e 1735 conforme alguns documentos daquela época. Algumas reformas foram realizadas entre os anos de 1752 e 1761 e posteriormente em 1817. A partir de 1860, foram abrigadas no local instituições como o Externato de Diamantina, a Escola Normal e o grupo escolar. O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN), decidiu restaurar a casa em 1950 e atualmente o local abriga a Prefeitura Municipal.
:: Serviço
Localização: Praça Conselheiro Mata, 11
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972