A Basílica do Sagrado Coração de Jesus começou a ser construída devido à devoção de Dom João Antônio dos Santos. Os primeiros passos para a concretização da obra foram dados em março de 1884, com o lançamento da pedra fundamental. Durante a cerimônia, Dom João fez um apelo à comunidade de fiéis para que doassem uma das mil pedras necessárias para a construção.
A responsabilidade do projeto ficou assim a cargo de padre Júlio Clavelin, que já havia projetado a Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens, localizada na região do Caraça. Em 1889, o projeto entra em sua fase final e, em janeiro de 1890, é o próprio Dom João quem faz a sagração da Igreja. Trinta anos mais tarde, o papa Bento 15 decide elevar a Igreja a categoria de basílica com as seguintes palavras:
”...sendo que belíssima imagem do Sagrado Coração é objeto de piedade culto no altar-mor daquele templo; tendo-nos certificado de que esse templo é verdadeiramente obra de arte no Brasil e que é notável mais ainda esplendor do culto divino e das sagradas funções... pela nossa Autoridade Apostólica e por força do presente documento, elevamos perpetuamente ao título de Basílica menor a Igreja do Sagrado Coração em Diamantina com todos os direitos e honras que competem às Basílicas menores de Roma... Dado em Roma junto de São Pedro, sob o anel do pescador aos 10 de dezembro de 1920, VII do nosso Pontificado.“
Arquitetura e decoração
Seus traços arquitetônicos seguem a linha das estruturas da segunda metade do século 19, em estilo neogótico. Possui torres em agulha, janela de rosácea rendilhada no frontispício e colunatas delgadas de onde partem as ogivas que se entrelaçam no alto da abóbada. Janelas ogivais com vitrais franceses decoram a igreja e guardam uma temática que atrai religiosos de diversos lugares. Cerca de 15 vitrais são dedicados aos mistérios do rosário e um à aparição do Sagrado Coração de Jesus e à Santa Maria Alacoque. No centro da janela de rosácea está simbolizado o Coração de Jesus, tendo em cada um de seus doze raios, a figura de um dos doze apóstolos.
:: Serviço
Localização: Praça do Sagrado Coração de Jesus
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
Em 1790, o padre Rolim juntamente com o capitão Manoel Rodrigues de Carvalho decidiram adquirir o prédio que seria depois doado ao ermitão Manoel Jesus Fortes, para que ele pudesse construir ali um hospital. De acordo com um relatório do Governo, em 1857, o estado da casa estava deplorável nesta época. Diversas reformas foram realizadas entre os anos de 1866 e 1873, e por volta de 1888, um anexo teve que ser construído para abrigar alienados. Também podemos observar na Santa Casa de Caridade, a capela de Nossa Senhora da Saúde, datada do século 19.
:: Serviço
Localização: Rua da Caridade
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
O Passadiço
Quem ainda não conhece Diamantina de perto, com certeza já deve ter se deparado com fotos desse atrativo. O Passadiço da Glória, como é conhecido, é um dos principais símbolos da cidade. Sua construção data de 1878, e teve como engenheiro responsável, Catão Gomes Jardim. Foi ele quem ligou as duas casas onde funcionavam o educandário e orfanato.
Na época, os estabelecimentos eram supervisionados pelas Irmãs da Ordem de São Vicente de Paula e a construção causou polêmica. O objetivo real da obra poucos sabem se foi para reduzir o contato com o mundo externo ou facilitar a comunicação entre edifícios. Com o passar do tempo acabou se integrando à paisagem diamantinense e se tornou ícone da campanha “Diamantina – Patrimônio da Humanidade”.
A Casa da Glória
Esse atrativo é composto por duas casas, construídas em épocas diferentes e o passadiço. Sobre a sua origem ainda existem algumas dúvidas. Alguns acreditam que inicialmente a casa pertenceu a Coroa Portuguesa e, em seguida, a Dona Josefa Maria da Glória. Outros dizem que a casa teria sido construída a pedido dessa senhora. Isso explica a origem do nome. Já em 1813, a posse do imóvel passou a ser da Fazenda Real, se tornando residência oficial dos Intendentes do Distrito Diamantino.
A consagração de festas e recepções datam dessa mesma época, como a aclamação de Dom João VI como novo rei de Portugal, em maio de 1818 e as núpcias de Dom Pedro I com Dona Leopoldina. A Casa da Glória também hospedou famosos viajantes como Auguste Saint Hilare (1817), Barão Ludwig Eschwege (1811), Georg Langsdorff (1824), J.B von Spix e Carl F. P. von Martius (1818) e Richard Burton (1867). Após a criação do Bispado de Diamantina, a casa tornou-se residência de Dom João Antônio dos Santos. Por volta de 1867, o local assumiu a função de Educandário Feminino Nossa Senhora das Dores, sob a direção das religiosas da Ordem de São Vicente de Paula, funcionando assim até 1979.
Já a casa que fica a frente e que foi ligada ao educandário em 1887, por um passadiço, foi construída em 1850, a pedido do coronel Rodrigo de Souza Reis. Segundo o Cônego Mata Machado, as madeiras utilizadas na construção foram vindas das chácaras de Chica da Silva, que já estava em ruínas.
O Instituto Casa da Glória
Em 1979, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) incorporou o Instituto Eschwege, criado dez anos antes e transformou-o no atual Instituto Casa da Glória. Hoje a instituição é composta por:
:: Serviço
Localização: Rua da Glória, 298
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
Quem se depara com essa típica casinha mineira do século 18, mal podia imaginar que ali moraria um homem que mudaria os rumos de todo um país. Esse local abrigou a família Kubitschek entre os anos de 1907 e 1920.
A humildade de Juscelino Kubitschek permitiu que ele contasse um pouco como era a modesta construção de um só pavimento onde morou. “Meu quarto era bem acanhado.
Não comportava mais do que a cama e uma minúscula mesa, feita de caixote, com a respectiva cadeira, arranjada não sei onde”. Anos mais tarde, em 1985, o local passou a sediar o Museu Casa de Juscelino. O objetivo, com a instituição do museu, era resgatar e preservar a memória desse célebre político que tinha as suas origens cravadas em Diamantina. Atualmente quem administra a casa é a Fundação JK. Dentro da casa que se tornou um dos atrativos mais visitados, podemos reparar duas divisões, a casa onde morava a família e o anexo Julia Kubitschek, construído posteriormente em 1994.
Na casa podem ser vistos
Sala em homenagem aos seresteiros, exibindo instrumentos musicais e fotos de seresteiros que marcaram época em Diamantina e de Juscelino nas serestas;
Réplica do quarto na época de estudante, com livros, pijama e um armário e cadeira feitos pelo bisavô de Juscelino – o João Alemão;
Na cozinha, o destaque fica para a receita de um frango com quiabo chamado “Xico Angu” que era o prato predileto de JK. Na recepção do museu, há uma tela de Frederico Bracher, pintada em 1954; retratando Juscelino. O quintal, uma curiosidade instiga os visitantes, um convidativo pé de jabuticaba ainda da época de Juscelino.
No anexo
:: Serviço
Localização: Rua São Francisco, 241
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
A Capela de Nossa Senhora da Luz foi construída a pedido da portuguesa Dona Tereza de Jesus Perpétua Corte Real, como forma de agradecimento por ter sido salva de um terremoto que abalou Lisboa, em 1755. Esse pedido foi encaminhado ao regente Dom João com as seguintes letras: “erigir huma cappela, com o orago de Nossa Senhora da Luz, e fazer lhe hum Decente Patrimônio para sustentação do Culto Divino. “ Assim, a permissão foi conquistada em 1803. Já em 1819, a arquiconfraria do patriarca São Francisco foi trasladada da capela do Amparo para a capela da Luz.
Desde a sua fundação, ao longo dos anos a capela sofreu várias reformas, tendo sido inclusive a sua fachada demolida. Passou por um período de abandono e em 1900, foi reaberta aos fiéis. Atualmente pouco sobrou da construção original. Do século 19, restam apenas as imagens de Nossa Senhora da Luz, a padroeira, que se encontra no altar-mor e a imagem de São Francisco de Assis, na sacristia.
:: Serviço
Localização: Largo da Luz
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972
Para comemorar o título de Patrimônio da Humanidade conquistado através da Unesco em 2000, a artista plástica mineira Yara Tupinambá criou o painel Xica da Silva. A obra encontra-se na praça da Unesco, localizada na subida da rua São Francisco, a caminho da Casa de Juscelino. A homenagem da artista a negra se deve a sua importância, principalmente no que se refere à integração das raças, através de sua ascensão social e de sua família.
A imagem é feita em painel de azulejo e mede cerca de 2,10m por 1,30m e representa Xica em primeiro plano e, ao fundo, o casario colonial, um barco e peixes, esses últimos, referentes ao grande desejo que Xica da Silva tinha de conhecer o mar.
:: Serviço
Localização: Praça da Unesco
Informações: Secretaria Municipal de Turismo - (38) 3531-2972