Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Cultural, Turismo Religioso, Turismo de Negócios, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico, Turismo de Incentivo.
Diamantina. Por essa terra já passaram tropeiros em busca da preciosa gema chamada diamante, que deu nome à cidade. Por aqui, ao longo dos séculos passaram imperadores e servos da coroa portuguesa. Assim como a famosa escrava que se fez rainha, Xica da Silva. Um pedaço da história de nosso país está escondido até hoje pelas ruas, na arquitetura de seu casario e na lembrança da gente que por ali se achegou. Mas quem nasce em Diamantina, parece reviver um pouco dessa riqueza histórica. O lugar também já foi berço de personalidades célebres do cenário político nacional. É aqui que nasceu Juscelino Kubitschek, carinhosamente chamado JK, um dos homens que ainda hoje resgata a memória dos mineiros e pôde transformar toda a história de uma nação.
Atualmente, além dos museus, bibliotecas e igrejas que retratam a história política, a religiosidade e a vida cotidiana do povo de Diamantina e de nossa gente, um dos pontos que chama a atenção pelo seu caráter exótico é o Passadiço da Glória. A construção apoiada na história da cidade atrai curiosos do mundo inteiro. Outras alternativas de turismo podem ser realizadas com grande êxito em Diamantina, como explorar as maravilhosas cachoeiras da Sentinela, das Fadas, da Toca, das Três Quedas, da Mendanha, do Tombadouro e dos Cristais. A região é repleta de grutas, como a do Salitre, da Tromba D’Anta e do Monte Cristo. Essas características próprias do lugar atraem exploradores da natureza e aventureiros de diversos locais do país.
Grande reconhecimento também é dado aos artistas locais, sejam eles, artesãos, músicos, escritores ou pintores. Quando o assunto é cultura, Diamantina mostra os seus valores. Hoje a cidade é, tradicionalmente, palco de grandes eventos, como as Vesperatas que começam em março e vão até outubro e o Festival de Inverno de Diamantina, que atrai anualmente milhares de pessoas, com oficinas e cursos, shows e exposições.
A descoberta do diamante em Minas Gerais, no segundo decênio do século 18, demonstrou os primeiros sinais efetivos de prosperidade para o Arraial do Tijuco. Por volta de 1734, o lugar foi transformado em Centro Político Administrativo do Distrito de Diamantino. Para que o fisco fosse dinamizado, em 1739 foi estabelecido o Contrato, no qual apenas o contratador poderia explorar as jazidas diamantíferas, ampliando a exploração de garimpeiros que extraiam as mais belas e valiosas gemas. A intervenção da coroa na exploração dos diamantes ocorreu em 1771, com a criação de um código de leis destinado ao distrito denominado “Regimento Diamantino”.
O livro ficou popularmente conhecido como “livro de capa verde”. O arraial acabou se transformando em “Estado dentro do Estado” e, em 1831, foi elevado à categoria de Vila. Sete anos mais tarde, assumia o nome de Diamantina. Os reflexos da atividade mineradora no municipio deixaram rastros expressivos na história, arte e arquitetura e na cultura em geral da cidade. O que transformou Diamantina em um grande centro cultural do país.
Devido a essas riquezas, Diamantina hoje, é cartão postal de Minas Gerais, preservando seu casario e ruas, e tornou-se palco de grandes eventos culturais e artísticos, como o tradicional Festival de Inverno e a Vesperata. Os artistas locais também possuem grande influência e expressiva qualidade em seu trabalho. Diamantina é a terra natal de Juscelino Kubitscheck e conquistou, em fevereiro de 2002, através da Unesco, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.