Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Cultural, Turismo Religioso, Turismo de Negócios, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico.
De geração em geração, a tradição na produção artesanal de vinhos e licores em Catas Altas tem se desenvolvido. Aproveitando o fruto das jabuticabeiras e parreiras de uva existentes na região, a cidade conta hoje com uma produção anual de 30.000 litros dessa deliciosa bebida, segundo a Associação dos Produtores de Vinhos e Outros Produtos Artesanais - APROVART; que realiza anualmente no mês de maio a Festa do Vinho. Outras delícias para se degustar no município são os licores de pitanga, figo, abacaxi e leite, que possui uma tonalidade cor de mel. Em artesanato, destacam-se, principalmente, as peças confeccionadas em cerâmica. A Oficina-Escola, localizada no Casarão Dr. Moreira, na praça Monsenhor Mendes, é uma das principais referências nesse assunto. Ali, já passaram cerca de 500 alunos.
O montanhismo é uma das principais atividades de turismo desenvolvida em Catas Altas. Para montar o cenário natural da região, o município dispõe de picos como o de Catas Altas, chapadas e imensos paredões como o do Baiano, por exemplo. Esse, segundo montanhistas, é um dos maiores de Minas e do país, com uma altitude de 2.016m e cerca de 750m de escalada. Outra alternativa pode ser conhecer o Parque Natural do Caraça. Para iniciar a jornada, a sugestão é partir pelo Morro de D'água Quente.
Uma das curiosidades da cidade, e parte do patrimônio cultural local, se refere a comunicação pelo soar dos sinos nas igrejas. Pelo número de badaladas é possível identificar, por exemplo, quando a missa irá começar ou se houver alguma despedida de um ente da terra, os sinos identificam até qual o sexo da pessoa que morreu. Parte das histórias que constituem o passado de Catas Altas pode ser simbolizada pelo casarão, onde funciona hoje a sede da prefeitura. Segundo conta a memória popular, o lugar teria hospedado até mesmo o imperador Dom Pedro II e a imperatriz Tereza Cristina.
O ano de 1702 marca a origem do povoamento da cidade de Catas Altas. Foi no começo do século 18, que Domingos Borges e Manuel Dias desbravaram a região e descobriram na parte oriental da Serra do Caraça, ricas minas de ouro, que eram denominadas de Catas Altas. Esse nome era atribuído à profundeza das escavações que os exploradores tinham que enfrentar. Até então, o lugar era chamado de Catas Altas do Mato Dentro, para distinguir de Catas Altas da Noruega, e se formou em 1703.
A partir daí, a população foi se mobilizando e irmandades como a do Santíssimo Sacramento, Confraria de Nossa Senhora do Terço e do Rosário dos Pretos, assim como de São Francisco de Assis foram sendo organizadas e dando o ponto de partida da religiosidade na região.
Catas Altas abriga ainda o Santuário do Caraça, que foi fundado em 1820 pelo Irmão Lourenço. Ali existiu um famoso colégio que foi destruído por um incêndio em 1968, ficando em ruínas e transformado em museu e biblioteca com exemplares do ano de 1700.Atualmente o Caraça é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, que preserva além das serras e das cachoeiras impressionantes exemplares da fauna e flora brasileira, como o lobo-guará, que hoje está ameaçado de extinção.