Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Cultural, Turismo Religioso, Turismo de Negócios, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico.
Mata virgem, esse é o significado do nome Caeté, na língua indígena. Que também pode ser traduzido para mato fechado ou mato verdadeiro. Mas a principal riqueza da cidade é mesmo o seu patrimônio natural e histórico que podem ser deslumbrados no alto da Serra da Piedade. A tradição religiosa dos romeiros presente no Santuário de Nossa Senhora da Piedade atrai turistas de todo o país durante o ano inteiro, e é ainda mais forte nos meses de agosto e setembro em homenagem a padroeira de Minas Gerais. Nesse período, os romeiros sobem a pé até o alto da serra, nessa extensa ladeira que mede cerca de 5,5 km bastante inclinados.
Lá de cima é possível ver parte de Belo Horizonte, Caeté, Raposos, Sabará e Lagoa Santa e ainda é possível explorar as maravilhas do espaço através dos telescópios do Observatório Astronômico da Universidade Federal de Minas Gerais ou conhecer os equipamentos de controle de tráfego aéreo do Ministério da Aeronáutica.
Caeté fica a apenas 50 km de Belo Horizonte. Em sua bagagem histórica, o município carrega consigo o fato de ter sido o berço da Guerra dos Emboabas (1708), disputa entre paulistas e portugueses na exploração do ouro nas Minas Gerais. A cidade reserva roteiros diferentes para o turista como o Piedade, o do Tinoco e do Morro Vermelho. Entre igrejas e capelas é possível seguir as trilhas do município e chegar à cachoeira de Santo Antônio. Parte da Estrada Real, que passa por Ouro Preto, Mariana e outras cidades também cruza o território de Caeté.
Sempre em busca de ouro, prata e metais preciosos, os bandeirantes e escravos peregrinavam pelas Minas Gerais do século XVII. É nesse cenário que surge a cidade de Caeté. Em 1701, o sargento-mor Leonardo Nardez Sisão descobria minas de ouro em regiões densas de mata virgem.
O que logo originou o nome do município. Na língua indígena Caeté, significa mato denso ou mata virgem. Em 26 de janeiro de 1714, o governador Dom Braz Balthazar da Silveira decretou a criação da Vila Nova de Caeté, nome que anos mais tarde se resumiria a apenas Caeté.
No contexto histórico, um dos períodos mais marcantes do município é a Guerra dos Emboadas. Por volta de 1708, Caeté se tornara o berço do conflito. As origens do movimento, de caráter basicamente econômico, partiu de um incidente entre bandeirantes e moradores locais.
Devido a grande repercussão em várias localidades mineiras, foi formando-se a Capitania das Minas, que até então era ligada ao Estado de São Paulo. No entanto, com o período de decadência das minas, Caeté acabou tendo sua categoria de vila anulada, mas logo restaurada. E foi em 1840, que a cidade foi emancipada e se desmembrou do município de Sabará.
A casa onde morou João Pinheiro, um dos principais defensores dos ideais republicanos e a de seu filho Israel Pinheiro, o fundador da Companhia Vale do Rio Doce ainda encontram-se preservadas como parte do cenário histórico e da memória política de Caeté e do Estado.
Atualmente, a cidade tem tradição religiosa, agraciada por romeiros que visitam o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, a 1783 m de altitude. Ao lado do santuário está localizado o observatório astronômico da Universidade Federal de Minas Gerais.