BEM-VINDO A BELO HORIZONTE MG

Vista da Serra do Curral - Belo Horizonte - Minas Gerais

Belo Horizonte

Capital de Minas Gerais

Habitantes: ±2.400.000
Temperatura Média: 21°C
Latitude: -19° 55' 15'
Longitude: -43° 56' 16''

Tipos de Turismo que Belo Horizonte propicia:

Turismo de Negócios, Turismo Cultural, Turismo Gastronômico, Turismo de Incentivo.

BELO HORIZONTE: CIDADE DAS ALTEROSAS

por Marcos Tiahua ( Atualizado por Liliane Martins ) Praça da Liberdade - Belo Horizonte - Minas Gerais

Belo Horizonte, cidade centenária e uma das primeiras capitais projetadas do país, possui atualmente mais de 2,4 milhões de habitantes. Foi considerada a metrópole com melhor qualidade de vida da América Latina pelo Population Crisis Commitee da ONU e a 45ª entre as cem melhores do mundo em 1990. Do alto da Serra do Curral, que cerca parte da cidade, é possível deslumbrar algumas das belezas naturais, simbolizadas por extensas áreas arborizadas e pelos arranha-céus. Neste aspecto Belo Horizonte, que já foi apelidada de "Capital das Alterosas" pois "alteroso (ô)" significa de altura elevada; alto, e por extensão, altiva e majestosa, é considerada cidade modelo. O clima ameno e agradável permite uma temperatura média anual de 21º C.

Praça da Savassi - Belo Horizonte - Minas Gerais

A cidade conta com o rico conjunto arquitetônico da Pampulha, composto por museus e obras de Oscar Niemeyer. No ponto de vista cultural, Belo Horizonte ocupa uma posição de destaque no cenário nacional, com intensas atividades artísticas e culturais, representadas pela presença da literatura, música, teatro e dança com raízes fortes e tradicionais da cultura mineira. Na música pode-se destacar o Coral Lírico e a Orquestra Sinfônica do Palácio das Artes, o grupo 14 Bis, Clube da Esquina, Jota Quest, Manitu, Pato Fu, Sepultura, Skank e Tianastácia, entre outros de grande repercussão nacional e internacional.

No teatro a presença de companhias mineiras ocupa o primeiro plano do cenário nacional representada, por exemplo, da Companhia de Teatro Giramundo de Bonecos, o Grupo Galpão, o grupo de dança Corpo, a Companhia de Dança do Palácio das Artes e 1° ato. Entre as personalidades que marcaram a cultura brasileira e residiram em Belo Horizonte devem ser lembrados: Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Fernando Sabino, Hélio Pellegrino, Gustavo Capanema, Milton Campos, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Pedro Nava, Ziraldo e Roberto Drummond, nascido em Ferros, MG, mas belo-horizontino de coração.

Igreja de São José

Também é muito rico o calendário anual de festivais, por exemplo, Festival Internacional de Curtas, FIT – Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua, INDIE – Festival Internacional de Cinema, a Campanha de Popularização do Teatro, Comida de Buteco, entre outros. Quinzenalmente, aos domingos, é realizado o “Concerto no Parque”, no Parque Municipal e às quartas-feiras o projeto “Quarta Erudita” no Palácio das Artes. Não fugindo ao movimento nacional de carnavais fora de época, em BH temos o Carnabelô, Carnabrahma, e o “Axé Brasil”; as festas trances como a “Infected Mushrooms” e os festivais de pop-rock nacional, como o "Pop Rock Brasil" e "Mix Rock".

Em Belo Horizonte o artesanato virou cartão-postal aos domingos nas feiras de Arte e Artesanato da Afonso Pena e do Mineirinho. Mas já no início do século, o comércio local começou a se despontar e atrair bons investimentos, e atualmente possui também uma forte vocação para o setor de serviços. Não obstante, a cidade desenvolveu uma infra-estrutura favorável e de qualidade que tem contribuído para ser uma das cidades onde mais cresce a presença de eventos empresariais como feiras, congressos e convenções inclusive de caráter internacional.

Serraria Souza Pinto

Belo Horizonte é considerada também como uma das capitais nacional dos bares, com grande concentração de cafeterias, bares, casas de chopp, adegas, cachaçarias, livrarias e danceterias, principalmente na região da Savassi. Essa é Belo Horizonte, um lugar que quanto mais se desvenda as maravilhas que aqui se encontram, menos você quer sair, pois quem conhece não esquece jamais.


HISTÓRIA DE BELO HORIZONTE

Além da rota do ouro responsável pela formação de vilas e arraiais gerando cidades como Sabará e Nova Lima, a abundância de água, a bela topografia e os solos férteis atraiam os primeiros bandeirantes em fins do século XVII e início do XVIII para formar os primitivos núcleos urbanos na Serra de Congonhas, atual Serra do Curral, entre Sabará e Contagem. Mais precisamente em 1701, o bandeirante João Leite da Silva Ortiz estabeleceu-se na Fazenda do Cercado, onde desenvolveu uma pequena plantação e criou gado. Não demorou muito para o local atrair novos moradores e se tornar um ponto de parada dos viajantes que conduziam gado proveniente da Bahia rumo às minas o que foi essencial para o surgimento do arraial do Curral Del Rei em meio às senzalas, casebres e engenhos.



Com a comercialização de gado, a fabricação de farinha e uma pequena lavoura a região começou a apresentar um crescimento econômico significativo, que contribuiu para a instalação de pequenas fábricas que produziam algodão, fundiam ferro e bronze. Também extraía-se granito e calcário e comercializavam-se frutas e madeiras para outros locais. Com o tempo e decadência da atividade de mineração na vizinhança, a população do pequeno vilarejo saltou para 18 mil habitantes, o que contribuiu para elevar o local à condição de Freguesia, ainda dependente de Sabará. A padroeira escolhida foi Nossa Senhora da Boa Viagem, que acompanhava os forasteiros que passavam pela região, e por conta disso foi construída uma capela em sua homenagem no centro da freguesia. Pelo fato do Curral Del Rei abranger diversas regiões, com o tempo cada uma começou a realizar atividades autônomas separando-se, e isso levou a economia à decadência refletindo em diminuição significativa da população. No final do século, restavam apenas quatro mil habitantes.

A capital das Minas Gerais que nessa época era Vila Rica, hoje Ouro Preto, era  contestada pelos inconfidentes, que queriam sua transferência para São João Del Rei. Logo após a instauração da República em novembro de 1889, a discussão sobre a mudança da capital novamente se acirrou. A intenção era equilibrar as diferenças econômicas das diversas regiões do Estado e solucionar problemas técnicos e administrativos de Ouro Preto. A instalação de uma nova forma de governo demandava uma capital sem raízes com o passado colonial mineiro. Assim, em 1891 o governador do Estado, Augusto de Lima, defendia a cidade de Belo Horizonte para ser a sede estatal. Na oposição vinha o senador da República, Afonso Pena, que apostava no município de Paraúna e uma terceira corrente que apoiava a mudança para o Sul de Minas ou para a Zona da Mata. Após várias avaliações técnicas e contestações políticas, Bello Horisonte, como se escrevia, era o nome da nova capital mineira. Aliando-se aos traços da modernidade, a cidade contou com os incentivos do governo para erguer os loteamentos e as futuras residências. Posteriormente, no dia 17 de Dezembro de 1893 a lei n° 3° da Constituição Estadual determinou que a nova sede do governo fosse Belo Horizonte e estabeleceu o prazo de quatro anos em que a capital deveria ficar pronta. Na mesma lei foi criada a Comissão Construtora, chefiada por Aarão Reis, que apresentava alguns nomes de referência nacional da época, em arquitetura e engenharia, para dar início à construção da nova cidade. Em 1895 o projeto ficou pronto e lembrava o modelo das mais modernas cidades do mundo: Paris e Washington. Os planos revelavam algumas preocupações básicas tais como condições de higiene e circulação humana,  por isso, o projeto dividiu a cidade em três zonas: a área central urbana, a área suburbana e a área rural, em que a Avenida do Contorno, até então conhecida como 17 de Dezembro, era o limite. Por exigência da Constituição federal, no dia 12 de Dezembro de 1897, Belo Horizonte foi inaugurada, porém parte de suas construções não havia sido finalizada e muitas ruas e avenidas eram apenas “picadas” abertas no meio do mato.



Nesta época o país passava por uma crise econômica e, consequentemente, o comércio e a indústria ligados à construção civil enfrentavam dificuldades. Com isso, a cidade não se industrializava no ritmo esperado e expressava uma aparência de um lugar abandonado. O progresso veio vagarosamente nas duas primeiras décadas do século XX. Aos poucos, pequenas fábricas iniciaram suas atividades, melhorou o fornecimento de energia elétrica, obras inacabadas foram retomadas, as linhas de bonde foram ampliadas e com a criação de praças e jardins a cidade ficou mais arborizada. Devido a esses pequenos investimentos, o número de empregos cresceu e a cidade atraiu mais habitantes.

Nas décadas de 20 e 30, Belo Horizonte passou a ser conhecida como “Cidade-Jardim” ou “Cidade Vergel”, pois o verde embelezava as ruas e tomava conta dos quintais das casas. Nesta fase, a capital recebia a nova geração de escritores modernistas em que se destacaram Carlos Drumond de Andrade, Cyro dos Anjos, Luís Vaz, Alberto Campos, Pedro Nava, Emílio Moura, Milton Campos, João Alphonsus, Abgar Renault e Belmiro Braga. Eles eram conhecidos por suas inquietudes e sempre se reuniam em bares da cidade para conversar sobre um assunto que os tornaram memoráveis no Brasil: a Literatura. Concomitante, a arte e a cultura ficaram em evidência, prova disso é o sucesso que o Teatro Municipal e a inauguração das novas salas de cinema faziam em meio os moradores. Em 1926 o maestro Francisco Nunes criou o conservatório Mineiro de Música e em 1929 o Automóvel Clube foi inaugurado para ser o ponto de encontro da elite belo-horizonte. Essas duas décadas foram essenciais para o desenvolvimento da cidade, pois com o final da Primeira Guerra Mundial a modernidade veio à capital e foi refletida em grandes obras como o Viaduto de Santa Tereza, a Matriz da Boa Viagem, o Mercado Municipal e a inauguração da Universidade Federal de Minas Gerais (1927). A circulação de carros pelas ruas se tornou uma constante e colaborou para a criação de um código de trânsito e de uma auto-escola; surgiram também os auto-ônibus para complementar os serviços dos bondes. Comprovando seu prestígio e desenvolvimento, Belo Horizonte recebeu a visita dos reis da Bélgica; esta ocasião contribuiu para a reformulação de toda a Praça da Liberdade, a qual tem a mesma aparência até hoje. Nesta época a Praça 12 de Outubro passou a se chamar Praça Sete de Setembro e, além do novo nome, recebeu o monumento popularmente conhecido por “pirulito”, a fim de comemorar os cem anos de Independência brasileira. Essa fase de progresso se estendeu pela década de 30. Favelas começaram a surgir e a cidade foi crescendo sem planejamento e muito menos controle, acarretando sérios problemas urbanos. Com a revolução de 30 a ditadura do Estado Novo, implantada por Getúlio Vargas, provocou o fechamento do Poder Legislativo e o controle da imprensa e deixou o clima bastante tenso. Mas, com a política de modernização implantada por Vargas, foi criada a zona industrial na cidade. Neste mesmo período nasceram as duas primeiras rádios da cidade: a Rádio Mineira (1931) e a Rádio Inconfidência (1936), responsáveis por transmitirem ao vivo programas de auditório. Em meio esses acontecimentos, Belo Horizonte foi palco de dois fatos importantes: o 2° Congresso Eucarístico Nacional e a Exposição de Arte moderna, ambas em 1936, a partir desse momento a cidade rumava ao amadurecimento.

Entres as décadas de 40 e 50, Belo Horizonte começa a ter um ar de metrópole deixando de ser vista como uma cidade administrativa e adota o perfil industrial, impulsionado pela criação de um Parque Industrial em 1941. A parte central da cidade recebeu edifícios que a valorizaram ainda mais. O responsável por essa mudança na cidade foi o prefeito Juscelino Kubitschek que realizou vários projetos inovadores proporcionando à cidade projeção internacional. Entre as suas maiores feitorias destaca-se a construção de conjuntos habitacionais; o Complexo Arquitetônico da Pampulha, inaugurado em 1943 na mesma data em que foram iniciadas as obras do Palácio das Artes; ambas desenhadas por Oscar Niemeyer. No final desta década a capital abrigou algumas construções que se destacam até hoje: O Edifício Acaiaca que abrigava os elevadores mais rápidos da cidade, localizado na Avenida Afonso Pena, o Teatro Francisco Nunes localizado no Parque Municipal e a primeira estação rodoviária. Na década de 50, Belo Horizonte teve um surto de modernidade significativo por causa de dois fatores: A criação da CEMIG em 1952 e o desenvolvimento da Cidade Industrial. Devido ao êxodo rural, a população que tinha apenas 350 mil habitantes passou a ter o dobro e assim surgem novos bairros e avenidas, em que se destaca a Cristiano Machado. O crescimento desordenado foi um fator preocupante em Belo Horizonte nesta época, pois os problemas urbanos e a falta de moradia se intensificaram. Percebendo esse descontrole, o prefeito Américo René Gianetti elabora um Plano Diretor com o objetivo tornar a cidade mais vertical, assim, uma série de prédios cada vez mais altos foram construídos, entre eles o Edifício Clemente Faria e os projetos elaborados por Oscar Niemeyer: o Terminal JK, o Edifício do Bemge, o prédio do Colégio Milton Campos (atual Estadual Central), o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Estadual.

O típico dia-a-dia americano influenciou o modo de vida dos belo-horizontinos na década de 50. Durante este período grandes orquestras eram sucessos não só nas rádios, mas na recente TV Itacolomi. Nas boates, clubes e bailes freqüentados pela elite da cidade as “horas dançantes” conquistavam a todos, já a população mais carente se divertiam nas exibições do “cine grátis”.

Nas décadas de 60 e 70, o progresso avança por Belo Horizonte assim como o desrespeito por parte dos habitantes pela memória da cidade, pois várias casas e árvores foram demolidas e novos arranha-céus ganharam lugar na cidade juntamente com o asfalto. As belas construções que nasceram junto com a cidade começaram a desaparecer para dar lugar aos edifícios modernos e às novas indústrias. Os encantos da “Cidade-Jardim” da década de 20 cediam lugar às avenidas para melhorar o trânsito, fator este que contribuiu, inclusive, com o deslocamento do “pirulito” para o Museu Abílio Barreto.

 

 

 

Na década de 70, o caos se instalou em Belo Horizonte. O crescimento desordenado ocasionado pelo aumento da população, que já havia excedido há muito os limites planejados da Avenida do Contorno e ampliando o mercado consumidor motivaram a criação do Plambel originando a Região Metropolitana, com o objetivo de unir em um mesmo agrupamento sócio-econômico os municípios em torno da capital e criar mercados de serviços comuns. Hoje a “Grande Belo Horizonte” compreende 33 municípios interligados, além da própria Capital: Baldim, Betim, Brumadinho, Caeté, Capim Branco, Confins, Contagem, Esmeraldas, Florestal, Ibirité, Igarapé, Itaguara, Itatiaiuçu, Jabuticatubas, Juatuba, Lagoa Santa, Mário Campos, Mateus Leme, Matozinhos, Nova Lima, Nova União, Pedro Leopoldo, Raposos, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Rio Manso, Sabará, Santa Luzia, São Joaquim de Bicas, São José da Lapa, Sarzedo, Taquaraçu de Minas e Vespasiano.

Nas décadas de 80 e 90 os cidadãos de Belo Horizonte começaram a desenvolver uma consciência mais humanitária em relação à cidade. Devido ao crescimento desordenado causado ao longo dos anos, a degradação ambiental e as desigualdades sociais começaram a ser motivo de preocupação para todos. Neste momento, os belo-horizontinos começaram a cuidar mais do que restava da memória do município e buscavam meios de melhorar a qualidade de vida da população. Ao longo dos anos 80 os cidadãos redescobriram seu espaço nas ruas, que se tornou palco de suas manifestações, protestos e até de suas artes. Em 1981 foi implantado um novo sistema de transporte para atender as necessidades da população: o metrô de superfície. Em 1982, os belo-horizontinos foram presenteados com dois espaços de lazer: O Parque das Mangabeiras e o Mineirinho. Em 1983 as pessoas protestaram contra a demolição do Cine Metrópole, mas, mais do que isso, eles defenderam o tombamento pelo Patrimônio Histórico. Em 1984 a Praça da rodoviária foi tomada pelos militantes da campanha “Diretas Já”, entre os participantes destacam-se a presença de Tancredo Neves que faleceu um ano depois e foi velado no Palácio da Liberdade. Neste mesmo ano, as obras para a canalização do Ribeirão Arrudas foram iniciadas a fim de diminuir os problemas de enchentes que causavam prejuízos na cidade. Foi também nesta mesma década que Belo Horizonte recebeu a visita do Papa João Paulo II que reuniu milhares de fiéis na Avenida Afonso Pena e na antiga Praça Israel Pinheiro (atual Praça do Papa). Nos anos 90, as obras na cidade rumam em uma nova direção e os habitantes começam a receber orientações de cidadania, o que não ocorria nos anos anteriores. Assim, vários edifícios de importância histórica começaram a ser tombados, preservados, restaurados e receberem mais cuidados. Lugares como a Praça da Liberdade, a Praça da Assembléia e o Parque Municipal foram recuperados e voltaram a ser espaços de convivência dos belo-horizontinos. Em 1996 um novo Plano Diretor da cidade e a Lei do Uso e Ocupação do Solo começaram a regular e ordenar o crescimento da capital de Minas.




De acordo com a Lei complementar 63, de 10/01/2002, alterando os arts. 7º e 21 da LC 26, de 14/01/1993, foi criado o COLAR METROPOLITANO da Região Metropolitana de Belo Horizonte constituído pelos Municípios de Barão de Cocais, Belo Vale, Bonfim, Fortuna de Minas, Funilândia, Inhaúma, Itabirito, Itaúna, Moeda, Pará de Minas, Prudente de Morais, Santa Bárbara, São José da Varginha e Sete Lagoas. E assim, Belo Horizonte inicia o século XXI buscando construir uma visão urbana humanitária, que a possibilite realmente ser uma cidade para todos, sem distinções e reduzindo as desigualdades sociais.

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